Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 26/05/2021

Na série “One Day At Time”, o personagem adolescente Alex havia usado drogas por influência de amigos, quando sua mãe descobriu, o menino se viu na necessidade de conversar com um amigo da família, Schneider, que havia lidado com o vício as drogas e álcool durante maior parte da sua vida. Fora da distopia, o ocorrido não é difícil de acontecer, atualmente, cada vez mais jovens passam a consumir álcool e outros tipos de drogas no Brasil. Portanto, faz-se necessário analisar o desenvolvimento de doenças crônicas e a dependência como os principais riscos que esse aumento pode causar.

Em primeiro plano, é relevante abordar que a possibilidade de desenvolvimento de doenças crônicas é uma das consequências quando se começa a fazer uso desses produtos desde jovem. Tal fator acontece porque o consumo abusivo dos mesmos podem comprometer o sistema nervoso central. Neste sentido, os consumidores frequentes podem apresentar deterioração da memória e da capacidade de concentração, irritabilidade, aumento da ansiedade e perda da motivação. De acordo com o jornal O Tempo, entre 21 e 29 de fevereiro de 2020, mais de 572 pessoas deram entrada em unidades de saúde com sintomas de intoxicação por álcool ou outras substâncias alucinógenas apenas em Belo Horizonte.

Ademais, a dependência é um dos fatores que se deve prestar atenção quando se estuda os riscos desse aumento, já que quanto mais precoce for a exposição ao álcool e outras drogas, maior é o vício. Consoante Paulo Neruda, poeta chileno, você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências. Dessa maneira, desde o momento em que o indivíduo se submete ao uso dessas substâncias, há um grande risco de sofrer com a dependência do seu corpo em relação as mesmas, fazendo com que, além de se tornar muito difícil o interrompimento do uso, o mesmo fique com sequelas pelo resto da vida. Portanto, nota-se que é inadmissível que esse cenário continue a acontecer.

Considerando o que foi discutido, percebe-se que é imprescindível que medidas sejam tomadas para que essa conjura não continue a perdurar. Urge, pois, que o Ministério da Saúde, por intermédio do SUS, crie um projeto de reabilitação dos jovens usuários à sociedade para que possam ter uma vida livre de vícios, além disso, deve-se apresentar palestras em escolas e periferias acerca do mal que estas substâncias podem causar no corpo e mente do ser humano, com a finalidade de diminuir a quantidade de jovens submetidos a situação citada. Somente assim, seria possível alcançar uma sociedade saudável e segura para os jovens brasileiros.