Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 03/09/2021

A série “Euphoria”, da HBO, conta a história de Rue Bennett, uma adolescente viciada em drogas que as utiliza para esquecer das maldades do mundo. No Brasil, esse cenário é semelhante fora da ficção: o consumo de álcool e outras drogas por jovens tornou-se recorrente por conta dos efeitos gerados por essas substâncias. Desse modo, a falta de apoio psicológico e a popularização do uso delas são os principais vilões do problema e necessitam ser combatidos, pois trazem riscos aos seus usuários.

Sob esse viés, é evidente que a Psicologia - profissão reconhecida por lei a partir de 1962 no Brasil - é de suma importância para conduzir uma pessoa à compreensão de sua mente e, nesse sentido, segundo o pai da Psicologia Experimental, Wilhelm Wundt, deveria estar mais represente na vida da população. Entretanto, isso não ocorre da maneira esperada, já que, existe uma banalização em relação ao apoio de psicólogos. Esse cenário é evidente na adolescência brasileira, na qual jovens recorrem a diversas soluções, entre elas, o uso de drogas, como uma fuga de seus conflitos pessoais gerados pelas constantes transformações vividas. Como consequência, eles entram em um nocivo estado de dependência desse “universo paralelo perfeito” que os alucinógenos causam e não procuram a ajuda profissional e psicológica que devia ser essencial, gerando riscos às suas próprias vidas.

Além disso, vale ressaltar que a ingestão de drogas por parte dos mais novos vem aumentando a cada ano. Tal dinâmica ocorre pela popularização desse uso que é causada tanto pela sensação de se tornar popular quando pelo sentimento de pertencer a um grupo. Isso pode ser exemplificado pelo conceito de “Mortificação do Eu” do sociólogo Erving Goffman, o qual afirma que, instigados por fatores coercitivos, os indivíduos perdem o pensamento individual. Paralelamente, os adolescentes são motivados a ter determinados comportamentos, como adentrar ao mundo das drogas, devido a uma massa coletiva que os influencia. E, como consequência disso, podem ocorrer transtornos mentais e prejuízos no desenvolvimento físico humano.

Portanto, é visto que a persistência nesse consumo por jovens no país ocorre pela banalização da Psicologia e pela popularização desse uso, gerando diversos riscos negativos. Sendo assim, o Ministério da Saúde - responsável pela saúde pública no Brasil - deve tornar obrigatório o acompanhamento psicológico em escolas. Isso deve ocorrer por meio de atendimentos oferecidos no espaço educacional a fim de que a saúde mental desses grupos etários seja trabalhada e eles não precisem recorrer às drogas para resolver seus problemas. Dessa maneira, a utilização dessas substâncias e os riscos gerados por ela serão reduzidos e pessoas como Rue estarão em menor quantidade no mundo real.