Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 30/06/2021

No contexto brasileiro, o curta-metragem “Lança”, produzido pela diretora e artista Aline Di Fátima, aborda o consumo crescente de lança-perfume e inalantes pelos jovens na cidade de São Paulo. Essa realidade é análoga às demais regiões brasileiras, visto que é perceptível a ausência de políticas públicas a fim de reduzir essa problemática. Além disso, é notório que as suas consequências são graves. Diante dessa perspectiva, é preciso fomentar mecanismos para alertar sobre os riscos do álcool e drogas no país.

É indubitável salientar que o uso excessivo de substâncias tóxicas pela juventude é decorrente da necessidade de solucionar os conflitos existenciais surgidos durante essa fase. Baseado nisso, dados divulgados pela International Narcotics Control Board, aponta que o uso de bebidas alcoólicas e tabaco por jovens está associado ao início do consumo de substâncias psicoativas. Diante de tal situação, o filósofo polonês Zygmunt Bauman vaticinou que o Estado está em crise, pois é notória a ineficiência estatal na garantia dos preceitos fundamentais assegurado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, cuja responsabilidade é a preservação da integridade e o bem-estar das novas gerações.

Vale salientar, a importância de preservar a saúde dos brasileiros. Mediante o exposto, descobertas por pesquisadores finlandeses, da Universidade de Oulu, alertam que fumar maconha cinco vezes na adolescência aumenta as chances de desenvolver psicose. Esse cenário ainda é mais preocupante, já que 7,7% dos brasileiros de 12 a 65 anos já consumiram a cannabis ao menos uma vez na vida, como divulgado pela Fiocruz. Logo, torna-se perceptível os malefícios causados por esse entorpecente e a urgência em desenvolver medidas para reduzir o seu uso indiscriminado.

Portanto, deve-se alertar sobre os prejuízos físicos e psicológicos causados pela dependência dos entorpecentes. Para tanto, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, a criação de projetos pedagógicos nas instituições escolares, por meio de rodas de conversa com alunos e profissionais especializados no assunto, a fim de alertá-los sobre as consequências do uso das drogas e os efeitos negativos ocasionados a curto prazo. Ademais, é dever dos pais ou responsáveis orientar os seus filhos, através da conversa e da presença no cotidiano desse jovens, com o intuito de torná-los adultos conscientes sobre essa temática.