Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 07/11/2021

Na Grécia, berço da civilização, embora as bebidas alcoólicas fossem comuns em celebrações religiosas e sociais, os gregos achavam mais civilizado moderar o consumo de álcool. Para além do recorte histórico, o cenário aludido é vivenciado em solo brasileiro, à medida que a excessiva ingestão de álcool tem aumentado, principalmente entre os jovens, corroborando a manutenção da problemática.

Em primeiro plano, em 2018 foi divulgado um relatório pela Organização Mundial da Saúde, associando a morte de mais de 3 milhões de pessoas ao uso nocivo de álcool. Desta forma, a ingestão desmedida de bebidas alcoólicas representa uma a cada 20 mortes, seja diretamente, ou seja, quando a pessoa coloca a própria vida em risco, como na intoxicação que é prejudicial principalmente em jovens com o cérebro ainda em formação, ou indiretamente, quando expõe a vida dos demais em risco, como por exemplo dirigir embriagado.

Outrossim, segundo Sigmund Freud, médico neurologista e psiquiatra, as ações são sempre determinadas por fatores precedentes. À luz da perspectiva do determinismo psíquico ou freudiano, os jovens que começam a ingerir bebidas alcoólicas tem motivações anteriores, como por exemplo querer se enquadrar em algum grupo social, muito comum nessa idade a busca por aceitação.

Portanto, infere-se que medidas mais holísticas em relação à problemática discutida devem ser viabilizadas, a fim de desmistificar o assunto. Assim, em linhas gerais, cabe ao Ministério da Cidadania, por seu cunho gerenciador, por meio do Programa Educacional de Resistências às Drogas e à Violência (PROERD), em parceria com as escolas, famílias e a policia militar em esforço cooperativo fomentar mais debates com os jovens sobre os riscos e consequências da ingestão abusiva de álcool, para só assim chegar a uma homeostase cidadã.