Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 02/07/2021

‘‘O mais escandoloso dos escandâlos é que nos habituamos a eles’’. Essa afirmação é da pensadora existencialista Simone Beavouir que serve de metáfora para os riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no país. Uma vez que, por mais escandalosa que seja essa questão, poucos são esforços para resolvê-la. Essa perspectiva, deve-se, principalmente, a negligência estatal e a alienação midiática: entraves a serem combatidos em prol da preservação da vida dos jovens.

Em primeiro plano, é notório que o Estado não atua de maneira eficaz em relação à problemática, visto que tal dificuldade é advinda, principalmente, pelas inércias leis. Nesse sentido, é válido ressaltar que a falta de fiscalização eficaz é uma das principais causadoras do aumento do consumo de bebidas alcoólicas por menores de idade, assim como o tráfico de drogas, uma vez que falta, principalmente meios para o  combate desse entrave. Logo, tal revés dá subterfúgio a diversos problemas, dentre esses a prática de relações sexuais sem a devida proteção, tendo em vista que, segundo o Ministério da Saúde, 12% dos casos de gravidez indesejada é ocasionada pela inconsciência do alcoól.

Paralelo a isso, vale salientar que a mídia, atuando em anúncios publicitários e ‘‘merchandisings’’ reforça ainda mais a curiosidade dos jovens brasileiros, uma vez que os comerciais idealizam a bebida e seu meio. Além disso, os estabelecimentos comerciais desdenham das leis pouco severas e persistem na comercialização de produtos lícitos para menores de idade, na maioria cervejas e cigarros.

Por fim, para que se diminua tal problema, faz-se importante a atuação de profissionais de serviço social, com o objetivo de realizarem a inspeções dos comércios quanto à venda de bebida para menores, impondo também a aplicação de multas e fechamento temporário do estabelecimento para aqueles que forem pegos em flagrante. Síncrona a isso, o Ministério da Justiça, em parceria com a OAB, deve fiscalizar as propagandas de bebidas alcoólicas, atenuando sua propagação em horário familiar.