Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 02/07/2021

A Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro, assegura aos cidadãos os direitos à saúde e à segurança em sociedade. Todavia, com o aumento do consumo de álcool e de outras drogas entres os jovens no Brasil, tais seguridades da Carta Magna não são legitimadas. Esse fato se perpetua, ora pela falsa imagem associada aos entorpecentes, ora pela falta de fiscalização nos pontos de venda.

Em verdade, nas mídias e até mesmo no meio familiar, o uso de drogas, principalmente, as lícitas estão ligadas a ideia de liberdade e maturidade, fomentando na juventude o desejo de usá-las. Sob esse viés, a correlação feita não se justifica, pois conforme o pensamento do filósofo alemão, Immanuel Kant, o estado transcendental é alcançado quando o indivíduo sai de sua menoridade para maioridade intelectual, ou seja, pensando por conta própria, afastando-se de influenciadores. Nessa perspectiva, é de suma importância que seja instigado nos jovens o conhecimento crítico, pautado em conceitos científicos, para que possam perceber que a sensação libertária em nada está ligada ao consumo de alucinógenos, expondo seus perigos, visto que todas reações advindas deles são passageiras e quando em excesso pode levar as pessoas a ferirem a si e aos que os rodeiam. Dessa maneira, em muitos casos, os entorpecentes têm efeito contrário ao desejado pelos adolescentes, privando-os da livre circulação, seja pela saúde, que é afetada, seja pela comissão de crimes, que fica mais propensa devido a debilidade causada pela utilização de substâncias estimulantes.

Outrossim,  a fragilidade do sistema fiscalizatório na admissão de drogas corrobora a problemática. Na série “13 Reasons Why”, produção da Netflix, é retratada a facilidade dos adolecentes, em festas, comprarem bebidas álcoolicas, sem que seja pedido a comprovação da maioridade. Da mesma forma, fora da ficção, os estabelecimentos, por não haver inspeções regulares e nem fontes que relatem suas transgressões, focam-se no lucro, tão valorizado na contexto capitalista no qual estão inseridos, comercializando independente da lei que proibi a venda para menores de idade.

Destarte, com intuito de mitigar os problemas supracitados, é mister que as Instituições Educativas, centros irradiadores do conhecimento crítico, trate, desde a base escolar, sobre a maleficidade das drogas e suas consequências sociais, por meio de filmes, imagens associativas, rodas de conversa e feiras culturais, a fim de que quando jovens a noção proibitiva do uso de entorpecentes esteja bem firmada, atenuando sua ocorrência. Ademais, é impreterível que o Governo invista na criação de alas de patrulhamento policial nos municípios, tanto nas ruas, quanto nos estabelecimentos que vendem bebidas, com fito de ratificar a proibição do uso de drogas por menores de idade.