Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 02/07/2021

Consoante a visão do filósofo Aristóteles, a ciência política se sobressai com relação as outras, estando ela para o exercício do bem coletivo. Entretanto, esse pensamento não condiz com a realidade da sociedade brasileira, uma vez que são muitos os riscos do aumento do consumo de álcool e outras drogas entre os jovens. Nesse sentido, deve-se analisar os perigos causados pelo uso do álcool, e a negligência governamental.

Em primeira análise, é cabível resssaltar que o aumento do uso de bebidas alcoólicas traz danos exponeciais para a vida dos jovens, pois quanto mais cedo começa a consumir essa substância, mais aumenta o risco de dependência futura. Sob esse viés, é importante rememorar que há uma assimetria entre os prejuízos sofridos por adultos e por jovens, uma vez que além de estarem em etapas diferentes da vida, as questões neuroquímicas do amadurecimento cerebral são desarmônicas, já que o jovem, geralmente, tem uma sensação de onipotência e almeja, de uma certa forma, romper com as regras e superar os desafios. Prova disso, é que de acordo com o National Highway Traffic Safety Administration, a principal causa de morte entre 16 a 20 anos são acidentes automobilísticos fatais associados ao álcool. Dessa maneira, é possível compreender que além dos riscos por dirigir embriagados, as pessoas que se encontram na juventude e que fazem o uso dessa substância lícita, estão propensas à violência sexual, queda no desempenho escolar, entre outros, por exemplo.

Soma-se a isso, a fragilidade das leis no que se refere ao fácil acesso ao álcool e a algumas drogas, que aumentam de maneira colossal os riscos na vida dos jovens. Não é surpresa para ninguém, que mesmo sendo proibido a venda de produtos alcoólicos para menores de 18 anos, não é difícil burlar essa lei, posto que as fiscalizações são um pouco tanto que inexpressivas. Segundo o contratualista John Locke, o indivíduo cede parte da sua liberdade individual ao Estado, para que este possa garantir o cumprimento dos direitos coletivos. No entanto, é indubitável a falha do governo nesse quesito, pois além de ferir com a segurança, saúde e bem-estar social, amplia a marginalização desses jovens e contribui, mesmo que de maneira indireta, com o ínfimo desenvolvimento estudantil deles.

Logo, entende-se que a problemática urge por medidas interventivas, pois fere o bem-estar da população. Dessa forma, é dever da escola, por meio do Plano de Ação, inserir práticas, a exemplo de palestras, além de aulas específicas que abordem todos os riscos e o motivo do álcool e das outras drogas serem nocivas, que visem sensibilizar os alunos, fazendo com que eles não consumam tal substância. Cabe, também, ao Estado, ampliar as fiscalizações em bares , tendo como fito atenuar a venda das bebidas para menores. Assim, é possível alcançar uma sociedade como pautava Aristóteles.