Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 02/07/2021
Na sociedade moderna, é fato que o combate ineficiente ao crescimento do consumo de diversas drogas dentre os jovens acarreta empecilhos no cenário atual brasileiro. Nesse viés, o mal em questão perpetua-se ao passo que a plena fiscalização para evitar que menores de idade consumam álcool e afins não se reverbera com ênfase na prática. Logo, a inobservância do Estado em relação ao problema e a ausência do senso crítico nos adolescentes atuam como agravantes da situação.
Nesse cenário, observa-se a negligência governamental em função da prevenção desse acontecimento. Conforme o filósofo Thomas Hobbes, os homens, em seu estado de natureza, não são capazes de estabelecer a ordem social, por isso é imprescindível a existência de um contrato social, que norteie as ações humanas para a harmonia. No Brasil, é possível observar a permanência de conflitos a partir do consumo indevido de drogas precocemente, apesar da existência do contrato social no sistema democrático que o proíbe, o obscurantismo quanto ao monitoramento do consumo do álcool e demais entorpecentes entre os jovens, sobretudo nos estabelecimentos de municípios interioranos, corrobora ativamente para que a juventude brasileira se distancie da integridade física e mental, pertubando o bem-estar social.
Outro fator a ser analisado, é a desatenção dos jovens para com as consequências que o uso de drogas precoce e exacerbado pode causar. Partindo desse pressuposto, cabe citar a série chamada “Breaking Bad”, em que retrata dois personagens aliados na produção e venda de metanfetamina, em que um deles, Jesse Pinkman, começa a comercialização da droga em festas da cidade muito populares dentre adolescentes. Dessa forma, percebe-se que tal acontecimento se repete amplamente no contexto brasileiro, a partir da facilidade do acesso aos produtos ilícitos pelos usuários, sem considerar os inúmeros agravantes à saúde citados por Gilmar Reis sobre o tema, coordenador do curso de Medicina da PUC Minas Contagem, bem como quadros de intoxicação e o raciocínio lento, que já indicam o comprometimento do sistema nervoso central. Dessa forma, esse grave problema social requer intervenção imediata.
Portanto, é urgente que sejam exercidas medidas para que o entrave seja resolvido. Para tanto, o Ministério da Saúde deve elaborar e divulgar um projeto nas redes de televisão aberta e nas mídias sociais, que atuam como formadoras de opinião no contexto da modernidade, a partir do encontro de especialistas, em que esses profissionais disponibilizem um conjunto de advertências e orientações sobre as consequências iminentes, para evitar que os jovens busquem por narcóticos, objetivando construir o senso crítico das pessoas e “blindar” a juventude brasileira quanto ao uso de entorpecentes.