Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 02/07/2021
A utilização de drogas é uma ação já antiga do ser humano, como o exemplo de Heródoto que, em 450 a.C, alegou que a planta Cannabis era queimada em saunas para promover uma sensação de calmante aos frequentadores. Entretanto, no Brasil, o do uso de certas drogas é, muitas vezes, iniciado na adolescência, onde a falta de fiscalização da família e do Estado são a causa principal disso. Tal fato, é uma afronta para a segurança pública, pois esse aumento no consumo dessas substâncias, sejam elas lícitas ou não, pode ocasionar problemas de saúde e aumentar os parâmetros da violência e de acidentes. Logo, percebe-se que essa problemática deve ser mitigada na nação.
O presidente do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool alega que os país não se preocupam com a utilização de drogas lícitas, como as bebidas alcoólicas, e, geralmente, os jovens começam a beber por causa de pressões sociais, causadas por amigos. Além disso, o IBGE explicitou que mais de 70% dos jovens entre 13 e 15 anos de idade já consumiram bebidas destiladas e 10% já tiveram contato com drogas ilícitas. Dessa forma, é possível perceber que o a prática desse consumo está presente de forma muito forte na sociedade brasileira, e deve-se a isso a falta de fiscalização por parte de familiares e dos órgãos competentes, que tem o dever de proteger a juventude desses males que comprometem a saúde e a segurança da nação.
O consumo de bebidas alcoólicas é um constume muito presente nas famílias brasileiras, portanto os jovens presentes nessas também estão em contato, mesmo que indiretamente. Nesse âmbito, em pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, apresenta-se que mais de 20% dos acidentes de trânsito tem relação com motoristas embriagados, é possível citar também uma pesquisa da OMS que salienta o fato de quase 20% dos casos de violência doméstica estarem relacionados ao consumo da droga citada. Logo, é inaceitável que uma substância tão nociva para a população seja considerada lícita e tão presente na vida dos brasileiros, o Estado ignora os números e negligencia a manutenção de uma sociedade mais segura. Assim, a legalidade dessas bebidas deve ser questionada.
Portanto, ao considerar os fatos supracitados, cabe ao Estado prover medidas que alterem o cenário atual. Primeiramente, o Ministério da Educação deve, por meio das escolas-âmbitos incumbidos de formar moral e intelectualmente os jovens-, tornar obrigatória a apresentação de aulas e palestras que atentem para os riscos relacionados ao consumo de drogas na adolescência, para, com isso, deixar as futuras gerações mais distantes desse mundo, e assim, promovendo um meio social de melhor qualidade. Em segundo plano, a mídia deve deixar de apresentar propagandas de bebidas alcoólicas na televisão, para que não desperte o interesse em jovens de experimentar tal bebida.