Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 02/07/2021

Consoante o Estatuto da Criança e do Adolescente, é determinantemente proibido o uso de drogas - incluindo as bebidas alcoólicas - por adolescentes e por jovens no Brasil.No entanto, infelizmente, o consumo dessas substâncias químicas tem crescido nos últimos anos, fato que é diretamente influenciado pela indústria cultural e, sobretudo, negligenciado nas redes de ensino de todo o país, fortalecendo, assim, o uso abusivo de drogas que carregam, consigo, diversos riscos à saúde.

De fato, o crescimento no uso de substâncias químicas pelos jovens é motivado, principalmente, pela indústria cultural amplamente consumida que incita, não raro, ao usufruto abusivo do álcool e de outras drogas.Partindo desse pressuposto, cita-se o conceito de Indústria Cultural, defendido pelo sociólogo Adorno, o qual corrobora que uma sociedade costuma reproduzir, inconscientemente, valores e ações que são abordados com frequência nas artes - a exemplo da música e dos instrumentos audiovisuais.Infere-se, portanto, que o consumo de álcool e  das demais drogas pelos jovens, no Brasil, é resultado do consumo maciço de produtos que, lamentavelmente, exaltam o uso desregrado de substâncias, como a cocaína e bebidas alcoólicas.Como consequência dessa coerção das mídias sobre a juventude, são notificados, anualmente, diversos casos de sujeitos que, após a ingestão irresponsável desses químicos, desenvolvem transtornos, a exemplo da depressão e da falência hepática.

Além disso, cumpre ressaltar que a omissão das escolas brasileiras no que tange à conscientização sobre o uso de drogas fortalece a crescente onda de adolescentes e de jovens que se envolvem, diariamente, com esses entorpecentes.Em face disso, cita-se que, na maioria das vezes, o corpo docente significa, para o alunato, uma fonte confiável de obtenção de valores e, sobretudo, de informações a respeito de variados assuntos que cercam a juventude, como as drogas.Depreede-se, logo, que as escolas brasileiras falham ao não oferecer aos adolescentes a instrução necessárias sobre os riscos que envolvem o uso abusivo dessas substâncias químicas, visto que, além de ser responsável pela transmissão de teorias científicas, os professores devem ser, principalmente, capazes de orientar o  corpo discente sobre os possíveis riscos - à saúde física e psíquica - que a drogas proporcionam.

Evidencia-se, portanto, que o Ministério da Educação deve tornar obrigatório a execução anual de programas nas escolas - públicas e privadas - nos quais psicopedagogos, médicos e professores atuem, por meio de conversas elucidativas em grupos, palestras informativas e, também, pela execução de cartilhas que informem os problemas causados pelas drogas, para que, por meio desses momentos de trocas, a juventude seja acolhida e torne-se mais crítica, tornando-se, desse modo, capaz de agir não com base na indústria cultural, mas sim alicerçada sobre a ciência e  sobre o acolhimento escolar.