Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 09/07/2021
No livro “Capitães da Areia”, de Jorge Amado, os protagonistas, órfãos, sem apoio da comunidade em que estão inseridos ou do governo, desenvolvem o hábito de fumar. A obra, assim, evidencia o uso de drogas lícitas e ilícitas por jovens no Brasil, prática que envolve diversos riscos mas que vem aumentando nos últimos anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Entre esses riscos está o afastamento da esféra de proteção do Estado e os danos ao desenvolvimento pleno e à saúde do indivíduo.
Primeiramente, o principal risco enfrentado pelos jovens no consumo de drogas é a falta de amparo do poder público. Ao buscar substâncias ilícitas, eles têm que entrar em contato com organizações criminosas, não tendo, assim, a garantia da qualidade do produto por agências de vigilância sanitária nem o acesso a instituições de defesa do consumidor ou de órgãos de segurança. Isso acaba por expor o jovem a um ambiente em que ele não possui direitos e está a mercê do tráfico. Dessa forma, é perceptível o abandono governamental ao jovem usuário de drogas.
Além disso, o uso precoce de entorpecentes pode levar a problemas no desenvolvimento intelectual e físico. Segundo o site de notícias “g1”, o uso de maconha por jovens causa problemas no desenvolvimento cerebral, ocasionando uma diminuíção da capacidade cognitiva. Outras drogas, como o álcool, levam à doenças como a cirrose hepática, enfermidade grave responsável pela morte de diversas figuras públicas, como o ex-presidente Floriano Peixoto. Assim, é evidente os males ao corpo causados pelo uso de substâncias.
Portanto, entre os riscos do aumento do consumo de entorpecentes por jovens está o abandono estatal e o desencadeamento de problemas físicos. Para, então, diminuir esses riscos, é necessário que o governo federal, juntamente com o Senado e a Câmara dos deputados, criem uma lei que legalize a venda de drogas pouco nocivas e muito utilizadas, como a maconha, para maiores de idade. Isso criaria um mercado de substâncias regulamentado, que asseguraria não só a qualidade dos produtos como também a segurança e os direitos dos usuários, ajudando a aproximar os mais jovens do poder público e a a mitigar os riscos envolvidos no consumo de drogas.