Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 20/07/2021

O filósofo Aristóteles relatou que desde a antiguidade há consumo de álcool e alucinógenos naturais - fatores que alteram a consciência e os sentidos. Analogamente, no Brasil, há imprudência dos jovens com o excesso da ingestão de bebidas alcoólicas e de outras drogas. Além disso, há negligência governamental com a falta de fiscalizações rígidas com a venda desses elementos à menores. Nesse sentido, convém analisar as principais causas, consequências e uma possível medida a esse impasse.

Sob essa óptica, o sociólogo Émile Durkheim define fatos sociais como mecanismos que a sociedade utiliza para moldar o indivíduo. Dessa forma, a conscientização dos jovens sobre os malefícios das drogas é capaz de evitar o seu consumo e atuar positivamente em suas vidas. Contudo, aos invés de informar, há glamourização dessas substâncias por parte da sociedade, além do incentivo ao consumo desses elementos por adolescentes em eventos sociais, podendo ocasionar o vício. Destarte, é necessário mais responsabilidade da sociedade.

Além disso, Gilberto Dimenstein utiliza o termo “cidadania de papel”, que caracteriza os direitos da Constituição de 1988 somente na teoria, visto que eles não ocorrem na prática. Nesse sentido, a aplicação dos direitos na prática representa a responsabilidade governamental com os indivíduos. Todavia, a insuficiência de fiscalizações quanto à venda de produtos alcoólicos e drogas intensifica a vunerabilidade desses indivíduos ao vício e a danos cardiovasculares, cerebrais e cancerígenos, além da privação do direito à saúde - fator garantido constitucionalmente. Dessa maneira, é necessário maior compromisso do Poder Público.

Em suma, o aumento do consumo de drogas no Brasil é um problema que precisa ser resolvido. Portanto, o Poder legislativo - responsável pela legislação pública - deve elaborar leis rígidas contra à venda de álcool a menores, e por intermédio das forças policiais deve fiscalizar e aplicar multas aos infratores, com valores elevados para que evitem a distribuição a adolescentes. Espera-se, com isso, uma sociedade mais responsável.