Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 03/08/2021
De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um “corpo biológico”, por ser, assim como esse, composta por partes que interajam entre si. Desse modo, para que se obter um pleno funcionamento do meio social é necessário mantê-lo igualitário e coeso. Contudo, no Brasil, isso não ocorre, visto que há riscos com o aumento do consumo de álcool e de outras drogas no país. Isso é possível devido à pressão da população jovem, além da falta de informação dos pais, favorecendo assim um cenário de iniquidade.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a pressão da população de adolescentes como um dos principais responsáveis pelos riscos proporcionados pelo aumento do consumo de álcool e outras drogas entre os jovens. Segundo o filósofo Rousseau, “o homem nasce livre, mas por toda parte encontra-se acorrentado”. Nesse viés, para interagirem e aparentarem ser mais velhos, os adolescentes, desde novos, se tornam prisioneiros da pressão realizada para que façam uso de álcool e de diversas drogas. Sendo assim, o uso dessas substâncias é cada vez mais antecipado e em maior número. Dessa maneira, os jovens acabam desenvolvendo inúmeros problemas de saúde que poderiam ser evitados. Ademais, a ausência de informação pelos pais emerge como fator determinante para os riscos viabilizados pelo aumento do consumo de álcool e outras drogas pelos jovens. Conforme Pablo Neruda, “você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneira das consequências”. Nessa perspectiva, depreende-se que os pais por desconhecerem os efeitos do uso de álcool desde cedo por adolescentes, proíbem os filhos de utilizarem apenas drogas ilícitas. Com isso, os jovens acreditam que não tem problema se eles também experimentarem as demais drogas, assim elevando e naturalizando o uso dessas substâncias entre o público juvenil. Dessa forma, possibilitando problemas com vício na vida desse cidadão e podendo mudar todo o seu futuro.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigarem essa problemática. Para isso, é preciso que a mídia, como difusora de informação, através de propagandas e ficções engajadas mostre aos jovens que não é necessário usar drogas para que consigam se divertir, a fim de incentivar que eles mesmos cuidem de sua saúde. Além disso, é imprescindível que o poder público, como regulador social, por meio do Ministério da Saúde, promova propagandas que expliquem as consequências maléficas causadas pelo consumo de álcool por adolescentes, de modo a beneficiar a qualidade de vida desse público juvenil. Desse modo, contribuindo para a concretização do pensamento de Durkheim.