Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 20/07/2021

Na série “Dark”, é retratado um cenário do ano de 1986 em que os jovens eram descolados caso consumissem cigarros. Percebe-se, nesse sentido, que ainda hoje há uma porção de adolescentes que ainda se encaixam nessa problemática. Por isso, torna-se necessário o debate acerca aumento do tabagismo e do consumo de álcool entre brasileiros. Assim, pode-se dizer que a normalização da alta taxa de consumo de álcool e a má influência midiática são os principais responsáveis pelo quadro. A priori, é imperioso destacar a normalização da alta taxa de consumo de álcool.

Segundo Hannah Arendt, filósofa, em sua tese “Banalidade do Mal”, quando ocorre a falta de reflexão sobre determinados assuntos, como o alcoolismo, o mal encontra espaço para se instalar, ocorrendo a banalização da maldade. Isso ocorre porque a sociedade normaliza a cultura do álcool, a qual glamouriza o abuso da bebida alcoólica, o que se pode observar no cenário de Dark. Destarte, essa problemática pode acarretar problemas de saúde, como doenças hepáticas, cardiovasculares e neurológicas. Logo, é substancial a alteração desse quadro que vai de encontro à saúde da população.

Outrossim, é imperativo pontuar que a manipulação para o consumo do tabaco deriva da má influência midiática. Conforme o filósofo Pierre Bourdieu, “aquilo que foi criado para se tornar instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão”. No entanto, não é isso o que ocorre, visto que as mídias poderiam ser um ótimo recurso de influência positiva, mas escolhem induzir negativamente a sociedade para que consumam esses itens, como cigarros, para que os veículos de comunicação recebam mais engajamento e lucro com os produtos anunciados em redes sociais. Sendo assim, esse imbróglio gera um aumento do tabagismo e, consequentemente, o aumento do índice de câncer de pulmão e esôfago. Desse modo, faz-se mister a fiscalização das propagandas disseminadas pelas mídias brasileiras.

Depreende-se, por conseguinte, a necessidade de combate ao aumento do tabagismo e do consumo de álcool. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação inserir nas escolas, desde a tenra idade, a disciplina de Bons Hábitos e Saúde por meio da reestruturação da Base Nacional Comum Curricular, de cunho obrigatório em função da sua necessidade, para que a cultura do álcool não exista mais na sociedade brasileira. Além disso, o Poder Público deve regulamentar, por meio de um projeto de lei – que visa a melhoria da divulgação de informações –, normas para as propagandas divulgadas nos meios de comunicação, para que o consumo de tabaco não seja incentivado no Brasil. Quiçá, assim, tal hiato reverter-se-á, para que não ocorra mais a banalização da maldade, como dizia Hannah Arendt.