Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 22/07/2021
A lei 11.343 de 2006, conhecida como a Lei Antidrogas, estabelece políticas para prevenção do uso indevido de drogas lícitas, além de normas para repressão ao tráfico de drogas ilícitas que devem ser asseguradas pelo Estado. Contudo, o cenário visto pelo crescimento do consumo de drogas lícitas ou ilícitas entre os jovens impedem que isso aconteça na prática. Essa questão tem como consequências tanto o fortalecimento do tráfico de drogas e da criminalidade, assim como aumento do número de mortes no trânsito pelo consumo de álcool. Neste contexto, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes para impedir essa problemática.
A princípio, é evidente que o poder público falha ao cumprir o seu papel enquanto agente garantidor das políticas de saúde pública, o que contribui para a expansão do consumo de drogas lícitas e ilícitas no Brasil. Nesse sentido, de acordo com o portal de notícias G1, cerca de 33% dos presos no país respondem por tráfico de drogas. Assim sendo, o aumento do uso de drogas ilícitas alimenta o tráfico, que por sua vez amplia a população carcerária e a criminalidade. E isso se demonstra como uma grande incoerência, já que o Estado deveria garantir as políticas públicas de saúde e segurança para impedir o consumo de drogas e assegurar a repressão ao tráfico, mas não é realizado na prática. Logo, é preciso uma intervenção para que essa questão seja modificada com o fito de alcançar o combate às drogas esperado pela sociedade.
Igualmente, destaca-se o número de mortes no trânsito causado pelo consumo de álcool como um dos efeitos do problema. Nesse contexto, de acordo com o Detran-RS, 37% dos motoristas envolvidos em acidentes com morte no Brasil em 2019 estavam alcoolizados, e entre esses, 21% tinham entre 18 e 21 anos. Portanto, o avanço do uso de álcool pelos jovens corresponde também ao aumento das trágicas estatísticas no trânsito. Desta forma, é inaceitável que o consumo cada vez maior de drogas viole o que é exigido legalmente.
Portanto, medidas urgentes são exigidas para amenizar a questão. Logo, o Ministério da Saúde e o Congresso Nacional, por meio de programas de subsídio ao combate às drogas e atualização das leis antidrogas, devem desestimular o consumo de drogas de todo tipo entre jovens, conscientizar sobre os problemas advindos do seu uso, amenizar a quantidade de prisões por tráfico de drogas ilícitas e fortalecer as leis contra o narcotráfico. Nesse sentido, o fito de tal ação é reduzir do número de acidentes fatais envolvendo alcoolismo, garantir saúde pública, enfraquecer o tráfico de drogas e reduzir a criminalidade. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado.