Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 12/08/2021
Inicialmente, ao se tomar para análise a questão dos riscos do uso de drogas pelos jovens, deve-se, sumariamente, elencar que a história mundial foi marcada por um intenso processo de repúdio ao consumo de entorpecentes - como, por exemplo, a Lei Seca nos Estado Unidos da América. Sendo assim, esse repúdio estabeleceu, socioculturalmente, no Brasil e em demais países, uma visão de aversão aos usuários, contudo, o aumento do uso de àlcool e outras drogas, de modo geral, é reflexo de uma má estruturação educacional acerca dessa prática e os jovens são os mais afetados por isso.
Em primeiro plano, é necessário - por caráter propedêutico - postular que, com base no compilado da visão do sociólogo Émile Durkheim e do filósofo Jürgen Habermas, a sociedade molda o desenvolvimento moral dos indivíduos. Assim sendo, a sociedade brasileira é marcada por um intenso processo de dinamismo acerca da transmissão de informações, pois, é norteada pelo sistema social de globalização atual - como percebeu o filósofo Zygmunt Bauman. Com base nessas perspectivas, infere-se que os indivíduos estão presos em um sistema de informações extenso, porém, sem base educativa que os auxilie na interpretação e conexão desses dados.
Em segundo plano, tendo em vista o apresentado, é válido relacionar essas visões ao crescimento exponencial do uso de drogas, lícitas e ilícitas, entre os jovens - causando problemas sociais e de saúde, como, por exemplo, respectivamente, a exclusão social e a dependência química. Pois, ao passo que o acesso às informações acerca desse consumo é amplo, pórem, desconexo e instável, os indíviduos em questão passam a depender das instituições sociais que se inserem (família, amigos, escola) para formar sua percepção sociocognitiva. Contudo, as instituições referidas são influenciadas pela visão de repúdio supra aludida, o que, por sua vez desencadeia nos jovens uma reação contrária a essa visão - com base no estudo dos psicólogos Almir e Zilda Del Prette.
Em suma, o Estado deve fortalecer políticas públicas de conscientização sobre o uso de drogas, para todas as idades, pois, os jovens são influenciados por suas famílias, no que tange sua formação ética e moral. Sendo assim, o Ministério da Educação deve promover palestras em universidades públicas, com psicólogos e médicos, a fim de afastar os indivíduos do risco ao vício, atenuando os efeitos e a ocorrência do uso excessivo dessas referidas drogas e fortalecendo o sistema educacional na questão do combate ao consumo de entorpecentes.