Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 06/08/2021

A teórica política alemã, Hannah Arendt, utiliza a expressão “banalidade do mal” para traduzir o formato trivial de instalação de problemáticas em sociedades contemporâneas. Essa perspectiva, analisada pela pensadora, simboliza claramente o comportamento da sociedade diante do aumento do consumo de álcool pelos jovens, já que é justamente a habilidade frente à questão que a agrava e a aprofunda no corpo social brasileiro que é a ingestão irresponsável de bebidas alcoólicas e drogas entre os jovens. Nesse sentido, é notório que os principais fatores que conduziram a atual situação crítica em que se encontra o aumento da ingestão de drogas lícitas e ilícitas pelos jovens são a falta de fiscalização do Estado e a carência de intervenção familiar.

Diante desse cenário, é possível observar que a insuficiência de fiscalização tem íntima relação com o aumento do consumo de álcool. Logo, a irresponsabilidade do Estado na falta de fiscalização faz com que álcool e drogas se tornem acessíveis aos jovens colocando sua saúde em risco, pois o consumo excessivo dessas substâncias podem causar overdose que pode muitas vezes matar alguém.  Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Outrossim, observa-se que a carência de intervenção familiar possui  estreita relação com o risco do aumento do consumo de álcool e drogas pelos jovens. Nesse contexto, os altos índices de jovens que ingerem álcool têm ligação com sua família, pois é dentro de casa que deve ser explicado sobre o consumo dessas substâncias, caso contrário o jovem fica à margem e sendo influenciado fora de casa. Em vista disso, os responsáveis ​​pelos jovens devem explicar e intervir na vida dos menores sempre que possível. Destarte, tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a necessidade de intervenção da família contribui para a perpetuação desse cenário de vulnerabilidade.

Torna-se imprescindível, portanto, a mudança desse cenário preocupante a respeito do risco do aumento do consumo de álcool e drogas. Para tanto, urge uma atuação do Ministério da Cidadania, por meio da fiscalização do cumprimento das leis em vigor, na realização de medidas que colaborem para o funcionamento das leis. Tal medida deve ser implementada a fim de que haja conscientização da população sobre os riscos que o álcool e as drogas trazem para quem ingere e para quem está ao redor das pessoas que fazem uso dessas substâncias. Ademais, é necessário que palestras sejam realizadas em comunidades para mostrar o mal que trás o alto consumo de drogas ilícitas e lícitas. Só assim será possível a diminuição nos índices de uso de drogas.