Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 16/08/2021

Apesar da existência de leis que proíbem a venda de drogas e de álcool para menores de 18 anos na legislação brasileira, o uso de tais substâncias continua presente nessa faixa etária. Por ser uma época repleta de vulnerabilidades, são vários os impulsores para a utilização dessas substâncias. A problemática surge então em analisar o motivo por trás da normalização de tais ações e de suas consequências tanto para o indivíduo, quanto para a sociedade.

Primordialmente, o consumo precoce de substâncias alcoólicas ou de outras drogas não é algo recente. É comum para a sociedade brasileira, de uma forma generalizada, achar habitual situações como essa. Bem como disse Sêneca, “Os vícios de outrora são os costumes de hoje”. Ou seja, o que ocorre na atualidade é uma “glamourização” do uso dessas substâncias, e muitos jovens, sendo mais propensos a seguir com o “efeito manada” e cederem às pressões sociais, acabam por serem seduzidos por tal mentalidade.

Como resultado, há a criação de uma massa com diversos problemas. Por exemplo, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), o álcool é o maior fator de morte de adolescentes entre 15 a 19 anos, o que supera o uso de drogas. Mas a morte não é o único produto, há ainda uma provável má formação psíquica dos indivíduos, como o desenvolvimento de problemas de saúde mentais, e a redução do senso crítico. Além disso, a ocorrência de um agravamento nas relações interpessoais, tendo em vista a crescente quantidade de pessoas que estão em situação de rua por dependência química. Logo, o que era feito como forma de “se encaixar” e sobressair no meio social, torna-se uma marca para toda a vida.

Em suma, ações devem ser tomadas com a finalidade de resolução desses impasses. Cabe à mídia televisiva, por meio do uso de obras cinematográficas, a criação de enredos que informem sobre os perigos da utilização antecipada de substâncias químicas como o álcool, a fim de que os consumidores se atentem para a existência real do problema. Cabe também ao PROCON e a Vigilância Sanitária, com apoio da Polícia Militar, a intensificação da fiscalização sobre a venda de bebidas alcoólicas para menores, e, caso necessário, o repasse de verba do governo estadual para auxilio desses órgãos, para que assim diminua-se a compra dessas substancias por essa classe.