Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 10/08/2021

O intenso crescimento da influência midiática no cotidiano da população, durante o século XXI, foi responsável pela manipulação da formação do caráter dos jovens, em relação ao que deve ou não ser feito para se encaixar nos padrões e por sua vez ser aceito. Na contemporaneidade, tal premissa tem se intensificado, o que consequentemente ocasionou na popularização do consumo de álcool entre indivíduos, como meio de entretenimento devido aos efeitos alucinógenos, que quando consumidos de maneira inconsequente transfiguram-se como nocivos, trazendo riscos à saúde. Por isso, faz-se necessária a discussão acerca do pilar da banalização do uso dessa substância e quais as consequências que este ato traz.

Neste contexto, os sistemas de rede da internet, se caracterizam como um dos principais difusores dessa ideia. Haja vista que, esses produtos escolhidos estão cada vez mais presentes em: séries, filmes, músicas e até mesmo em livros, com o intuito de gerar uma aliciação de forma indireta, já que grande parte das empresas patrocinadoras são produtoras desse gênero e por sua vez acabam lucrando com essa divulgação. De acordo com a filósofa Hanna Arendt, quando um ser humano perde sua individualidade, ele fica sujeito a uma moral externa no caso ele deixa de possuir senso crítico próprio e passa a seguir as ordens de um ser maior, o que em muitas das vezes ocasiona na banalização do mal já que o mesmo, se encontra em estado de alienação. Isso comprova o quanto essa geração tem sido incentivada a cometer tais atividades, o que corrobora na utilização de outros tipos de drogas mais pesadas, já que o álcool é a “porta de entrada”.

Tal cenário, tem propiciado no aumento no consumo de drogas ilícitas como: maconha, crack, lança-perfume, que possuem um efeito de dependência maior, pelo fato de possuírem uma composição mais forte. Na série televisiva “Euphoria” retrata a história de uma jovem de apenas 17 anos que acaba de sair da reabilitação química e tenta voltar a ter uma vida normal, mas que constantemente, acaba tendo recaídas devido ao seu histórico de uso alucinógenos no passado. Isso comprova o quão prejudicial é a banalização do alcoolismo e que isso pode levar à dependência química que muitas vezes é um caminho sem volta devido à dificuldade de reinserir esses vínculos socialmente. Percebe-se que ainda há muito a ser alterado na forma de lidar com a situação.

Logo, é dever do Estado como agente mediador, aliado a mídia com agente formadora de opinião a criação e divulgação de campanhas publicitarias digitais, que visem conscientizar e alertar o público dos riscos do uso de álcool na juventude e como buscar ajuda caso necessário. Com o intuito de diminuir o número de pessoas que compactam com tal premissa.