Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 04/08/2021

Barão de Itararé, um dos criadores do jornalismo alternativo durante o período de ditadura do país, estava certo ao dizer “O Brasil é feito por nós, só falta desatar os nós”. Nesse sentido, os riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens se apresenta como um dos nós a serem desatados. Contudo, o descaso familiar em alertar os jovens sobre os riscos de consumo de bebidas alcólicas e a romantização causada pelas mídias digitais em seu uso, colaboram para que o problema persista no país.

Em primeira análise, se faz necessário levantar a falta de compromisso da maioria das famílias brasileiras em evidenciar aos seus jovens as consequências que o álcool pode trazer para ele. A esse respeito, observa-se que há uma despreocupação dos responsáveis em permitir aos adolescentes o consumo de bebidas alcólicas, não lembrando que este primeiro contato pode evoluir para o uso de drogas ilícitas. Em conformidade, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2017, com o objetivo de fazer uma pesquisa com mais de três milhões de adolescentes para buscar a visualização da quantidade de jovens que já experimentaram bebidas alcólicas e drogas ilícitas,  teve por resultado que esse dado representava mais de 8% do total de jovens pesquisados. Desse modo, é inadmissível que as famílias do Brasil continuem com esse descaso para com os seus jovens.

Ademais, é válido salientar que as mídias digitais são, também, responsáveis diretas pelo aumento do índice de adolescente que consomem bebidas alcólicas.  Referente a isso, é natural que os jovens, em sua maioria, se deixem ser influenciados para o uso, porque grande parte dos “digital influencers” romantizam o consumo do mesmo ao fazer associações do álcool com diversão. Sob o mesmo ponto de vista, o psiquiatra suiço Carl Jung diz que “Todos nós nascemos originais e morremos cópias”. Dessa maneira, é imprescindível que a política dessas redes não permitam a romantização de um tema tão sério.

Portanto, é função das famílias dialogar com os seus respectivos jovens, evidenciando os riscos do consumo de álcool na sua idade e o possível redirecionamento para o uso de substâncias ilícitas, para que o percentual de adolescentes que passam a ser dependentes no constante consumo venha a diminuir. Cabe também aos administradores das principais redes de comunicação digital desenvolverem políticas aos usuários que neguem a idealização positiva do consumo de álcool ou drogas, para que menos adolescentes sejam influenciados ao seu uso.