Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 04/08/2021
A série britânica “Skins” descreve, em seus episódios, o cotidiano da juventude moderna cuja facilidade de acesso ao álcool e às outras drogas se torna tão comum quanto as consequências do uso de tais substâncias. Fora da ficção, nota-se que, segundo pesquisas do IBGE, a realidade atual dos jovens brasileiros se aproxima do cotidiano da série britânica devido, principalmente, à lacuna educacional relacionada ao tema e ao silenciamento da discussão sobre as consequências do uso precoce de substâncias lícitas ou ilícitas. Portanto, torna-se imprescindível discutir os riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens brasileiros.
Primeiramente, vale apontar que a falta de debate sobre o tema, nas escolas, é uma causa latente da problemática. Isso ocorre pois, segundo o filósofo moderno Kant, o ser humano é resultado da educação que recebe. Assim, se quando jovem, o indivíduo não recebe instrução no ambiente escolar sobre os riscos do uso de drogas, ele se torna suscetível e a consumir tais substâncias. Por isso, é necessário destacar que o papel da escola, na prevenção do envolvimento precoce de jovens com bebidas alcoólicas e outros elementos de risco, é fundamental.
Ademais, cabe salientar que o silenciamento do tema também colabora para sua perpetuação. Nesse contexto, o sociólogo Foucault disserta que temas são invisibilizados, pela mídia, para que estruturas de poder sejam mantidas. Ou seja, no mundo capitalista contemporâneo, evita-se discutir sobre o aumento do consumo de entorpecentes por adolescentes a fim de manter o poder econômico de empresas que lucram com essa situação. Destarte, é possível compreender que a atuação do ambiente midiático na luta contra a manutenção da problemática é necessária.
Em suma, infere-se que, para reverter o cenário atual, no que tange o consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens brasileiros, é preciso que o Governo, por intermédio do Ministério da Educação, informe os estudantes e suas famílias dos riscos que acompanham o envolvimento com entorpecentes na adolescência, por meio de palestras e eventos de conscientização — realizados tanto nas escolas quanto em ambientes virtuais, como as redes sociais — e que contem com a presença de profissionais da saúde, a fim de explicar os efeitos negativos de tal comportamento. Somente a partir de tais ações, será possível distanciar a realidade atual do Brasil da realidade apresentada em “Skins”.