Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 05/08/2021
Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu criticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Não longe da ficção, percebem–se aspectos semelhantes no que tange o aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil. Nesse contexto, torna-se evidente como causas culturais e sociais da conjuntura.
Em primeiro plano, é importante evidenciar que a fase da juventude é um dos momentos mais propensos para o consumo de drogas, haja vista que essa etapa é marcada pela busca de novas experiências e do prazer imediato. Assim,com o uso dessas substâncias pode promover a dependência química, perda de memória e perda de rendimento escolar, de acordo com um estudo realizado com aproximadamente 48 mil jovens pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid). Há, ainda, a vulnerabilidade social, dado que o jovem fica mais exposto a situações de violência, como a sexual, e tendem a apresentar comportamento de risco, como praticar atividade sexual sem proteção que, por sua vez, pode levar a gravidez e à exposição de doenças sexualmente transmissíveis
Por outro lado, a falta de rigor na fiscalização por parte dos estabelecimentos comerciais contribui para o aumento dessa problemática, dado que os jovens consumidores têm livre acesso ao álcool ao fazerem uso de artifícios, como o uso de identidades falsas, o que dificulta o controle. E o que diz a Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar). Essa intempérie também é beneficiada pela família, tendo em vista que os adolescentes são influenciados por seus familiares, dentro de suas próprias casas, em relação ao abuso do artigo alcoólico, conforme uma pesquisa realizada com o auxílio de dez famílias pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP).
Indubitavelmente, entende-se que a questão acerca do uso de drogas pelo público juvenil é relevante e carece de medidas concretas para sua resolução. Nesse sentido, a princípio, o Ministério do Esporte (ME) deve investir mais no esporte, por meio da criação de áreas esportivas dentro das escolas, a fim de inserir essa faixa etária socialmente e ocupá-los no desenvolvimento de atividades extracurriculares, como dança e arte. Ademais, a escola deve estimular o diálogo sobre essa adversidade, por intermédio da realização de projetos educacionais que, por sua vez, insiram a população de modo geral, esclarecendo sobre a relação da mídia, amigos e familia com o uso desses químicos. Por fim, o Estado deve buscar a redução da venda dos objetos alcoólicos para os menores de idade, mediante a obrigação do uso de QR Code para identificação pessoal, com o finalidade de melhorar a identificação e evitar fraudes na fiscalização.