Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 15/08/2021

A Organização Mundial de Saúde (OMS), divulgou que mais de trezentas e vinte mil pessoas, entre quinze e dezesseis anos, morreram ao redor do mundo de causas relacionadas ao consumo de álcool. Tal dado, mostra a triste realidade dos riscos que o consumo de bebidas alcoólicas precocemente, e a falta de fiscalização da lei que impede a venda de drogas lícitas à menores causa. Infelizmente no Brasil, o consumo de álcool e de outras drogas entre jovens só tem aumentado, e desse modo gera problemas futuros de alcoolismo na sociedade.

Nessa perspectiva, o aumento do uso de alucinógenos por jovens é causado por diversos fatores, mas principalmente pela pressão de grupo de amigos e pela mídia. A alta exposição que os meios midiáticos causam, por meio de comerciais e novelas, acaba normalizando tal ato, de forma que os adolescentes, já estimulados pela necessidade de aceitação por um  grupo de colegas e pela busca de novas experiências, entendem que está “tudo bem” em beber ou fazer o uso de drogas ilícitas em certas situações. Conforme mostra uma pesquisa feita pelo IBGE no ano de 2015, mais de 40% dos adolescentes são introduzidas ao uso de bebidas alcoólicas em festas e mais de 30% por meio de amigos e familiares.

Estes fatores levam à diversos riscos, como por exemplo casos frequentes de beber pesado episódico (BPE), em que a pessoa bebe mais do que o indicado, e assim gera problemas de saúde. Como no Brasil, quase 40% das crianças bebem pela primeira vez aos treze anos, elas estão mais expostas á estados perigosos de saúde, pois a adolescência é a fase mais propensa à dependência, já que nesse período o desenvolvimento cerebral ainda está acontecendo. Segundo mostra uma pesquisa realizada pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), em que 22% dos jovens estão sob ameaça do alcoolismo. Logo, o aumento do consumo de bebibas alcoólicas e outras drogas é de grande ameaça, não só para o amadurecimento saudável dos jovens, mas também aumenta os riscos de gravidez idesejada, violência, acidentes e redução do rendimento escolar.

Portanto, é imprescindível que o poder legislativo ofereça maior fiscalização em bares e supermercados, por meio da criação de leis acréssimas ao artigo 81, no Estatuto da Criança e do Adolescente, a fim de que a venda ilegal de bebidas para menores não ocorra. Em conjunto, é necessário que a sociedade se posicione contra a propagandas e cenas em novelas ou filmes que façam apologia ao uso de entorpecentes, para que não haja uma normalidade em tal ato e assim não aumente a população jovem consumidora.