Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 10/08/2021

Na obra “Utopia” do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Fora da ficção, no entanto, essa utopia é algo não alcançado pelos homens, posto que o uso de drogas na adolescência é um dos fatores que distanciam a realidade atual da idealizada por More. Essa perspectiva, se deve, principalmente à irresponsabilidade da mídia, como também à negligência familiar.

Nesse sentido, é preciso considerar o descuido da mídia, já que a glamourização do uso de drogas nas séries e filmes direcionados a adolescentes pode influencia-los a utilizar substâncias nocivas com o objetivo de ostentar. Esse fator pode ser ilustrado na série espanhola “Elite”, que normaliza a utilização de entorpecentes no cotidiano dos jovens, que não encontram dificuldades em obter esses compostos químicos em diversas festas. Fora das telas, os adolescentes acabam entrando em contato esses vícios com o intuito de se enturmar, seja pela influência da midiática ou dos amigos. Dessa maneira, a situação da desatenção da comunicação social pode ser vista como uma problemática envolta em traços críticos, a qual acarreta a dependência desses usuários.

Além disso, apresenta-se relevante também pautar sobre a negligência familiar, tendo em vista que é muito comum encontrar bebidas alcoólicas ao alcance dos jovens em festas familiares. De acordo com Hannah Arendt, em “A banalidade do mal “, o pior mal é aquele visto como algo cotidiano, corriqueiro. Assim, a filósofa defendia que o comportamento passa a ser realizado inconscientemente quando os indivíduos normalizam tal situação, o que pode ser comparado com a questão da utilização de álcool no ambiente doméstico, visto que as crianças crescem presenciando normalmente nessa circunstância. Diante disso, é admissível concluir que o entrave percebido no consumo frequentemente dessas substâncias mostra-se preocupante, porquanto afeta de modo abusivo o público em questão.

Depreende-se, portanto, que é necessária uma atitude efetiva do Estado para solucionar a problemática. Para tal, o Governo Federal, órgão superior a todas as Secretarias estaduais e municipais do Brasil, deve criar propagandas nacionais antidrogas, por meio das mídias sociais, com a finalidade de alertar a população a respeito dos prejuízos causados pelo uso desses fármacos psicoativos. Sendo assim, espera-se que o fim desses vícios deixem de ser uma utopia para o Brasil.