Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 18/08/2021

O livro “O Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas sociais que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que os perigos do consumo de álcool e drogas afetam grande parte dos jovens brasileiros. Assim, seja pela falta de apoio familiar, seja pela ineficiência de políticas públicas, o problema exige uma reflexão urgente.

Convém salientar, de início, que a falta de auxílio, conversa e apoio familiar corrobora para o acirramento da questão. Dessa forma, de acordo com o site oficial do G1, o número de jovens que chegam aos hospitais devido ao consumo de bebida alcóolica cresce a cada ano, tal fato ocorre, muitas vezes pelo fato simples dos responsáveis ​​por esses jovens não terem o hábito em dialogar com os filhos, com o intuito de mostrar os malefícios que causam, como a dependência, problemas nos órgãos, corrosão do sistema nervoso etc. Logo, é dever dos responsáveis ​​mostrar aos filhos que o uso de droga e álcool pode levar a morte, e por isso, medidas devem ser tomadas.

Ademais, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas públicas suficientemente eficazes para a resolução do problema. Nesse sentido, segundo Abraham Lincoln, o ícone político americano, a política é serva do povo e não ao contrário. Com efeito, em relação ao uso de droga e álcool pelos jovens, o que se percebe é justamente uma ideia oposta a que Lincoln defendeu, pois não há um conjunto de ações, planos e metas públicas voltadas para resolver o problema. E como consequência, há o agravamento de um problema social, pois o governo se limita em garantir fiscalizações que proibam a venda de bebida alcoólica para menores de 18 anos. Sendo assim, é inaceitável que essa situação se perpetue na sociedade contemporânea.

Infere-se, portanto, que são necessárias medidas capazes de mitigar o problema. Para tanto, é imperiosa uma ação do governo, que deve, por meio de fiscalizações em todas as cidades do estado, promover multas a qualquer estabelecimento que venda droga e álcool para menores de idade (18 anos), ou seja, a cada infração, o estabelecimento deveria sujeito a uma multa de 900 reais, um fim de proporcionar um país mais seguro, no qual o alcoolismo na juventude seja erradicado.