Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 16/08/2021

Durante o século XX, o tabagismo era um grande indicador de pessoas respeitadas e status social, passando para os dias atuais o consumo de álcool e outras drogas entre os jovens é fator determinante para ser considerado  uma pessoa atraente e descolada nas festas. Contudo, o consumo desenfreado e constante dessas drogas acarretam consequências severas para os adolescentes, principalmente para os que ainda estão em fase de crescimento. Nessa aspecto, é imprescindível analisar os motivos que levam o jovem a beber tão precocemente e as consequências que tal ato gera em seu corpo.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar as influências e estímulos que fazem o adolescente entrar em contato com as drogas. Nesse cenário, podemos evidenciar na famosa coletânea de filmes “American Pie” e na série “Elite” as diferentes situações que levam o jovem a começar o consumo desses entorpecentes. Como a banalização do álcool por parte dos pais, a necessidade de aceitação por um grupo, problemas com a autoestima, procura por novas experiências, aliviar o estresse e a necessidade de desafiar a estrutura social e familiar. Dessa forma,  mostrando os problemas socias que deve-se enfrentar para a solução desse problema.

Cabe mencionar, em segundo plano, as sequelas que tal consumo deixam no corpo humano a pequeno e longo prazo. Acerca disso, na biológia moderna as drogas podem ser dividida em três grupos principais tendo como base os seus efeitos, sendo eles: estimulantes, alucinógenas e ansiolíticos. Sob essa ótica, na sáude física elas causam déficit de memória, comprometimento da neuroquímica de áreas do cérebro em desenvolvimento, alterações do sono, problemas cardíacos e falência dos rins. Além disso, percebem-se mais situações de violência familiar, diminuição de rendimento na escola, perda da perspectiva de futuro e desenvolvimento de transtornos mentais. Logo, provando que um simples ato de beber e fumar pode acarretar consequências irreversíveis.

Portanto, para evitar e reduzir o crescente número de jovens dependentes dessas substâncias, deve-se tomar atitudes drásticas e de maneira efetiva. Para tanto, cabe a esfera do Governo Federal a imposição por meio de leis para assegurarem uma fiscalização mais rígida referente à venda de bebidas álcoolicas para menores e a venda de drogas ílicitas, juntamente com a participação  dos Governos Estaduais e Municipais para aferirem o cumprimento dessas normas, principalmente em festas e eventos. Além da conscientização dos pais e dos próprios adolescentes por meio da internet, de profissionais da área da saúde, de publicidades que devem ser feitas pelo Ministério da Saúde, visando se informar dos problemas causados pelo consumo desses entorpecentes. Assim dando ínicio a um longo processo que desenraizará o consumo de drogas dos jovens no Brasil.