Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 23/08/2021
No filme “Beautiful Boy”, é retratada a jornada de um garoto que é viciado em drogas e bebidas alcoólicas, ele começa os hábitos ainda adolescente por influências sociais. Fora do cenário cinemático, isso é uma realidade no Brasil, muitos jovens consomem drogas ilícitas porque acham que saberão lidar. Assim, tanto a pressão de grupo, quanto a falta de fiscalização e conscientização da lei que proíbe bebidas alcoólicas à menores, contribuem para o aumento do consumo de álcool e outras drogas entre os jovens brasileiros.
Em primeiro plano, um dos fatores que contribuem para essa problemática é pressão que há entre amigos, pois muitos dos adolescentes que têm esse hábito, começaram porque queriam ser inclusos em algum círculo social ou porque seus amigos faziam o mesmo. Segundo pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, 119 mil jovens entre 12 e 17 anos têm algum tipo de vício em álcool e mais de 100 milhões de brasileiros consumiram álcool uma vez na vida, evidenciando assim, a enorme quantidade de menores que estão sob essa condição.
Outro fator contribuinte é a ausência de fiscalização nas leis que inibem o acesso de menores ao álcool e drogas. Segundo pesquisa do Centro de Informações sobre Álcool e Saúde, no Brasil, apesar da existência da Lei no 13.106/2015, que proíbe a oferta de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos de idade, 9,4% teve permissão da família e 3,8% bebeu em casa com permissão, sendo grande parte do restante, jovens que conseguiram ter acesso à essas drogas por estabelecimentos que não respeitam a lei, assim, mostrando que a fiscalização e a conscientização devem ser reforçadas.
Portanto, diante dos riscos que o abuso de drogas acarreta, é preciso que palestras e campanhas sobre os malefícios dessa ação sejam feitas na escolas e nas redes sociais, por meio da parceria entre o Ministério da Saúde, o Ministério da Educação e as mídias sociais, com o objetivo de conscientizar os menores a não cederem à pressão e os responsáveis à não exporem seus filhos à essa situação. É imprescindível também que o Estado reforce a fiscalização constante em comércios, a fim de evitar a venda para menores de 18 anos. Só assim, o consumo de drogas ilícitas no Brasil entre jovens reduzirá.