Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 18/08/2021
Na série “DOM”, produzida pela “Amazon Prime”, é retratado o uso abusivo de drogas ilícitas (cocaína e maconha) pelo personagem Pedro, que começou com sua dependência a partir dos 13 anos. Fora da dramaturgia, essa é uma realidade de muitos brasileiros que, posteriormente, sofrem com doenças crônicas, mentais e alcoólismo. Por isso, seja pela influência dos amigos ou a negligência do governo em fazer leis que realmente funcionam no país, cada vez mais o número de jovens que ingerem bebidas alcoólicas e usam drogas vem aumentando.
Primeiramente, considera-se que existe uma glamourização do consumo de álcool no Brasil. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), mais de 3 milhões de pessoas morrem a cada ano por causa do uso exagerado do álcool, o que pode ser intensificado com o consumo desde a adolescência e , além disso, levar a utilização de outros tipos de drogas. Em virtude da influência dos amigos e a negligência dos pais na normalização do uso de tais substâncias-principalmente a do álcool- em menores de 18 anos, tais motivos acabam gerando uma sociedade viciada e consequentemente criando indivíduos expostos a doenças, como cirrose e diabetes.
Ademais, é notório a falta de programas educacionais em ambientes escolares para a conscientização sobre os riscos das drogas. O Estatuto da Criança e do Adolescente, prevê à proibição da venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos, porém, alguns comércios em regiões carentes vendem e dentro da própria família do jovem há o incentivo em seu uso, o que além de contrariar o Estatuto, mostra-se a ineficâcia da lei nas regiões carente do país. Por isso, é indiscutível a ausência de medidas públicas eficazes de ensino para a redução do consumo de álcool e drogas entre os jovens.
Portanto, o MEC ( Ministério da Educação) em parceria com o Ministério da Cidadania, deve promover campanhas midiáticas junto com os canais de transmissões de alcance nacional, como televisão, rádio e redes sociais, com o objetivo de alertas os jovens e as famílias sobre o consumo do álcool e drogas, de modo a diminuir o número de mortos por essas doenças e, consequentemente, não criar jovens viciados. Além disso, o MEC necessita fornecer palestras educacionais nas escolas para os alunos e a comunidade, visto que a família e a escola ajuda na criação dos valores do ser humano, assim como, o Ministério da Saúde, deve oferecer tratamentos para jovens que são dependentes químicos.