Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 23/08/2021
O filósofo Aristóteles relatou que desde a antiguidade há consumo de álcool e alucinógenos naturais - produtos que alteram a consciência e os sentidos. Analogamente, no Brasil, há imprudência dos jovens com a ingestão em excesso de bebidas alcoólicas e outras drogas. Além disso, há negligência governamental com a falta de fiscalizações rígidas em relação a venda desses elementos à menores. Nesse sentido, convém analisar as principais causas, consequências e uma possível medida a esse impasse.
Sob essa óptica, o sociólogo Émile Durkheim define fatos sociais como mecanismos que a sociedade utiliza para moldar o indíviduo. Dessa forma, a conscientização sobre os maléficios da ingestão de bebidas e drogas é capaz de reduzir o consumo e atuar positivamente na vida desses jovens. Contudo, ao invés de haver informação, decorre a glamurização dessas substâncias por parte da sociedade, além do incentivo ao consumo pelos próprios pais, principalmente, em eventos sociais podendo ocasionar o vício. Destarte, é necessário mais responsabilidade da sociedade.
Ademais, Gilberto Dimenstein utiliza o termo “cidadania de papel”, que caracteriza os direitos da Constituição de 1988 somente na teoria, visto que eles não ocorrem na prática. Todavia, a insuficiência de fiscalizações quanto a venda de produtos alcoólicos intensifica a vunerabilidade desse indivíduos ao vício e a danos à saúde - como anomalias cancerígenas, cardiovasculares e cerebrais causando a dano da saúde - elemento garantido constitucionalmente. Dessa maneira, é fundalmental compromisso do Poder Público.
Em suma, o aumento do consumo de drogas no Brasil é um problema que precisa ser resolvido. Portanto, o Poder legislativo - responsável pela legislação pública - deve elaborar leis mais rígidas contra a venda de álcool a menores, e por intermédio das forças policiais deve fiscalizar e aplica multas aos infratores, com valores elevados para que evitem a distribuição a adolescentes. Espera-se, com isso, moldar uma sociedade com hábitos de consumo mais conscientes e responsáveis.