Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 23/08/2021
O importante não é viver mas viver bem, segundo Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância de modo que ultrapassa a existência própria. O atual aumento do consumo de drogas lícitas e ílicitas, entre jovens brasileiros, um verdadeiro retrocesso na qualidade de vida da população juvenil do país, os quais futuramente irão compor a sociedade e mercado de trabalho. Por isso, é relevante uma análise dos aspectos que corroboram essa problemática.
Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, segundo o Fundo Monetário Internacional, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema eficiente de controle ao consumo de drogas. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o contraste é claramente refletido nos dados do IBGE os quais mostram que mais da metade dos adolescentes já se enquadram como consumidores regulares, não obstante, de modo ilegal. Infere-se, pois, uma ignominiosa displicência não só do corpo social, mormente dos familiares, mas também do poder governamental.
Além disso, consoante a Erik Erikson, uma tarefa crucial da adolescência é a construção de identidade. Analogamente, constata-se que com o consumo prematuro e desenfreado, os efeitos das drogas e das bebidas alcoólicas têm periculosidade exponencialmente aumentada. Ademais, há ainda o incontrovertível “Maria vai com as outras” nessa faixa etária, explicado pela premissa de Regina Navarro, na qual acredita-se que para ser aceito socialmente é inescusável agir igual aos outros, inferindo, portanto, afetando o grupo no uso de entorpecentes. O que distancia ainda mais a realidade executada por Platão da vivenciada por tais jovens.
Em suma, fica evidente que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas públicas que sejam realmente eficientes na construção de um Brasil melhor. Cabe ao governo federal, que tem como reagrupar e organizar uma sociedade, juntamente às famílias, trabalhar uma formação identitária na adolescência, por meio de palestras com profissionais das saúde sobre o uso de drogas e de álcool, abordando os malefícios a curto e longo prazo , trazendo o máximo de informações desde cedo nas escolas. Assim, os jovens, não apenas viverão, mas viverão bem.