Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 27/08/2021
Um estudo realizado pela pediatria do hospital universitário da Universidade de São Paulo apontou que 60% dos adolescentes de 17 anos fazem o uso de bebidas alcoólicas. Esses dados refletem a perigosa realidade de um país em que o consumo de drogas lícitas tem aumentado entre os jovens. Nesse sentido, é necessário discutir e combater o alcoolismo, que tem suas causas nas construções sociais e consequências muito graves para a saúde.
Em primeiro lugar, a visão equivocada sobre o consumo de drogas transmitido pelo cinema. Segundo o sociólogo Francisco Martinez, a mídia é responsável por conduzir comportamentos, modos e atitudes. Tendo isso em vista, geralmente, a atitude está associada a situações positivas, divertidas e sem efeitos negativos. Isso faz com que os jovens busquem essa felicidade e reproduzam a atividade. Construindo assim, uma cultura de que a diversão está associada ao álcool, sendo impossível obtê-la sem o uso do entorpecente.
Consequentemente, o consumo de tóxicos por menores traz diversos danos, sobretudo à saúde. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o consumo de álcool por pessoas com menos de 18 anos pode intensificar os danos ao bem-estar, pois além de gerar problemas como perda do volume cerebral, em adolescentes, os casos podem evoluir para a demência. Fica evidente perceber que a prática pode gerar complicações muitas vezes inimagináveis para a população, que desde muito cedo fica refém do vício.
Portanto, medidas devem ser tomadas para combater o consumo de drogas lícitas por jovens na sociedade brasileira. Por isso, o Ministério da Educação, órgão responsável pelo desenvolvimento de políticas públicas relacionadas à conscientização e desenvolvimento de senso crítico na população, deve desenvolver uma campanha de combate ao consumo de álcool. A ação deve ocorrer dentro das escolas, com a participação da família, por meio de debates coletivos com profissionais de saúde mostrando de forma real e ampla os seus efeitos. Com o objetivo de combater a visão idealizada construída pela mídia e,com isso, não somente eliminar as consequências à saúde dos adolescentes, mas também reduzir a alarmante taxa encontrada pela USP.