Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 20/09/2021
Percebe-se, na atualidade, que o jovem está inserindo-se, cada vez mais precocemente, em práticas ilícitas, tais como o consumo de substâncias inapropriadas para a sua idade (álcool), como também ilegais, constitucionalmente falando (drogas - maconha, cocaína). Com base nisso, é evidente que esse adiantamento no contato, à essas substâncias, aumentará sua utilização, o que resultará em riscos individuais e coletivos para a sociedade. Diante disso, é de suma importância a resolução desse problema -aumento do consumo-, já que, o mesmo, é causado pela incapacidade juvenil de decidir e reagir a imposições e gera, consequentemente, problemas psicossociais.
Em primeiro lugar, o impasse tem sua origem na pressão exercida pelo grupo -amigos-. Nesse contexto, de acordo com o filósofo Erving Goffman, o indivíduo, por influência de fatores coencitivos, abandona o seu pensamento crítico e junta-se ao coletivo. Dessa maneira, com aversão à rejeição dos amigos, que seria causada pela possível negação à utilização /consumo de álcool e drogas, o jovem é coibido -pela situação- a experimentar tais ilegalidades. Assim, por medo à exclusão, adjunto da menoridade intelectual, proposta por Kant - na qual a pessoa não é capaz de decidir por seus atos, recorrendo a terceiros-, há a “mortificação do eu” -infante-, já que o mesmo é incapaz de suportar a pressão imposta pelos amigos, resultando na sua introdução, precoce, ao uso dessas ilegalidades; sendo mister a mudança de tal quadro.
Por conseguinte, o ’leque" de drogas é ampliado. Nesse sentido, como o jovem, como supracitado, não possui criticidade e coragem para reagir a situações coercitivas, ele torna-se um alvo fácil de pessoas, e até mesmo “amigos”, mal intencionados, que sabendo dessa predisposição a aceitação de imposições o induz -lhe apresenta- a variações, cada vez mais potentes e nocivas, que resultará em sua dependência química. Logo, é nítido que a maior utilização de álcool e drogas fomentará o surgimento de problemas sociais e psicológicos na sociedade - roubos e distúrbios mentais, respectivamente, causados pela dependência a tais substâncias-.
Portanto, visto que a gênese do problema está na vontade do jovem em pertencer a determinado grupo de amigos, urge que o governo, em parceria com as famílias, crie programas de educação e orientação à drogas lícitas e ilícitas, por meio de palestras em escolas, com a finalidade de erradicar, ou pelo menos atenuar, esse estorvo gerado pela dependência dessas substâncias. Tais palestras serão realizadas, em conjunto, por médicos, psicólogos e ex dependentes, que mostrarão aos estudantes a importância de dizer “não, assim como os efeitos do seu uso -droga- no corpo e na mente. Somente assim, a socieade será liberta dos problemas resultantes da utilização irresponsável dessas drogas.