Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 30/09/2021

Na série de TV americana “Euphoria”, as personagens, ainda jovens, são expostas às drogas e álcool, e, diante disso, com a ingestão, se tornam dependentes dessas substâncias. Analogamente, em solo brasileiro, adolescentes colocam suas vidas em risco, abusando tanto de fármacos ilícitos, quanto de bebidas alcoólicas. Em outras palavras, o consumo desenfreado pode gerar dependência química do usuário, e, também, é capaz de prejudicar a vida desse indivíduo em escala pessoal, estudantil, e profissional. Portanto, é de crucial relevância discutir os riscos da exposição à droga e álcool por jovens brasileiros.

Sob um primeiro viés, cabe resgatar a lei, presente na Constituição Federal, que proíbe a venda de bebidas alcoólicas para pessoas menores de idade. Apesar do decreto, variados estabelecimentos, visando o lucro, comercializam esses produtos. Visto que o acesso é facilitado, é natural que o consumo se torne mais recorrente em encontros de jovens, e esse acontecimento serve de estopim para que adolescentes desenvolvam dependência química. Em seguida, o vício, além de impossibilitar a vítima de ter uma rotina adequada, prejudica a saúde do usuário, podendo comprometer não só a aparência física, mas também a fisiologia do corpo humano, como é exposto frequentemente na mídia.

Ademais, conforme o sociólogo Émile Durkheim, os fatos sociais são fenômenos que transcendem os indivíduos, e influem no modo de pensar e agir de um determinado grupo social. Em consonância, é natural que jovens, imersos em inexperiência, sejam influenciados por seus semelhantes e familiares, dado que, ao testemunhar o consumo de substâncias lícitas ou ilícitas, de acordo com o pensador, o adolescente é propenso a replicar o ato. Logo, se conclui que, a convivência, por vezes até mesmo de viés familiar e aparentemente inofensivo, pode levar o público juvenil para o caminho de drogas e álcool e afetar relações interpessoais, tendo em vista que, com o vício, os usuários podem apresentar oscilações comportamentais, e as substâncias são priorizadas, desbancando laços fraternos.

Portanto, diante dos argumentos supracitados, é nítido que são necessárias medidas que atenuem o consumo de álcool e outras drogas pelos jovens brasileiros. Logo, cabe ao ente municipal promover fiscalizações - por meio de simulações de tentativas de compra por adolescentes voluntários - em locais que comercializam álcool indiscriminadamente, para que, caso o ato obtenha sucesso, o estabelecimento seja multado, e a venda seja efetuada somente dentro das normas e leis. Além disso, cabe aos responsáveis - entes de maior autoridade - orientarem os menores de idade, de modo que evitem o consumo de substâncias, e levem um estilo de vida saudável e de acordo com a idade. Tomadas tais atitudes, o Brasil não mais terá que enfrentar essa problemática.