Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 26/09/2021

Na novela " Viver a vida “, conta-se a história de Renata, uma jovem que se torna dependente de álcool em decorrência da alta pressão existente na sociedade. Fora da dramaturgia, esse é um dos motivos para o crescimento da ingestão de álcool e outras drogas na juventude brasileira. Desse modo, destacam-se o incentivo publicitário e a intensa pressão de grupo como motivadores desse consumo prejudicial. Portanto, faz-se vital ratificar o conhecimento das consequências hodiernas e futuras e retificar a propagação dessa prática.

Nesse contexto, é relevante analisar o grau de influência do setor midiático no consumo de álcool pelos jovens, o qual passa uma ideia camuflada de alternativa para atingir o prazer. Segundo Victor Hugo, romancista francês, o progresso roda constantemente sobre duas engrenagens, de modo que faz avançar um viés e, ao mesmo tempo, traz danos para outrem. Nesse sentido, o interesse majoritário do lucro industrial corrobora para a dependência alcoólica de uma parcela considerável dos jovens brasileiros , situação que tem ocasionado diversos acidentes de trânsito em detrimento da relativização inapropriada de tais bebidas.

A posteriori, outro fator que delimita a problemática é a adequação ao comportamento da maioria no círculo de amizade juvenil, visto que a interação social é legitimada pelo comportamento semelhante dos indivíduos no que tange a pressão de grupo ao uso de entorpecentes. Conforme Pierre Bourdieu, sociólogo francês, as particularidades de um ser humano são frequentemente ponderadas pelo corpo social, ou seja, os hábitos e características pessoais são relevantes para inclusão social. Logo, como abordado na novela “Viver a vida” casos como o da personagem Renata são encontrados no país, uma vez que necessidade de socialização é vinculada com a passividade das relações na juventude, condição que acarreta o aumento de casos de cirrose hepática na contemporaneidade.

Perante tudo isso, é indubitável a necessidade de debater e propor medidas para mitigar o crescimento de jovens alcoólicos e dependentes químicos. Assim, urge que Governo Federal intervenha, na figura do Poder Legislativo, com o papel de repassar os severos efeitos do uso precoce do álcool na publicidade, de modo que sejam instruídos sobre os riscos dessa adesão, de maneira que esclareça aos jovens a realidade, com intuito de minimizar a neutralidade das propagandas de cerveja. Além disso, o Poder Executivo deve promover a criação de políticas públicas para sanar o desequilíbrio da pressão de grupo ao consumo do álcool, de modo que os jovens sejam acolhidos para tratamento de tal vício, a fim de que essa “corrente do bem” contribua para a restruturação da saúde dessa faixa-etária. Quiçá, será possível vislumbrar jovens mais conscientes e saudáveis.