Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 26/09/2021

“Chorão”, conhecido integrante da banda brasileira Charlie brown Jr., morreu após ter uma overdose de cocaína em 2013. Similarmente ao cantor, os jovens do país tem utilizado excessivamente substâncias químicas, como o álcool. Nesse viés, seu uso está relacionado ao fomento feito pelas companhias do álcool ao consumo, o que infelizmente gera consequências à saúde dos pubescentes brasileiros. Logo, urge a atuação do Estado para a solução desse problema.

Nesse contexto, diante das várias adverdidades que ocorrem no mundo, as companhias que produzem álcool se utilizam da propaganda para incentivar o consumo de seu produto. O neurociêntista Carl Hart em sua obra “Um preço muito alto” demonstra que o ambiente em que o indivíduo está inserido influencia na busca de modos de amenizar o “caos” social. Dessa forma, o jovem ao ver propagandas que, veinculadas na internet- canal de maior utilização pelo adolescente- mostram cenas alegres associadas ao uso do álcool, são influenciados a consumir, mesmo sem poder, a bebida. No entanto, quando percebem que a substância não solucionou as mazelas que os cercam, optam muitas vezes a utilização de drogas mais “potentes”, criando um ciclo vicioso.

Todavia, essa conjuntura não apenas aumenta o consumos das drogas, como também representa riscos à saúde do jovem. Sendo assim, inicialmente essas substâncias, quando utilizadas em excesso, intensifica a probabilidade de se desenvolver doenças, como hipertesão e diabetes. Ademais, uma pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo mostrou que 30% das vítimas de suicídio entre 2011 e 2015 em São Paulo apresentaram concentrações de álcool no sangue. Isso revela que, sendo o suicídio estância última de doenças como ansiedade e depressão, o álcool agrava quadros de saúde pré-existentes. Desse modo, fica claro que o aumento do consumo da substância é prejudicial ao pubescente.

Portanto, para se garantir a preservação dos jovens brasileiros, diante dos riscos que o álcool representa, é necessário a ingerência do Estado. Logo, o poder judiciário, representado pelo Ministério Público, deve propor a alteração da Lei de restrições ao uso e propaganda de psicoativos. Isso ocorrerá, por meio da apresentação de um projeto à câmara dos deputados, que proibirá propagandas de bebidas alcoólicas na mídia em geral, assim como ocorre para cigarros. Destarte, os jovens terão menos incentivos ao consumo do álcool, atenuando o problema.