Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 26/09/2021

O Humanitismo, filosofia fictícia criada por Quincas Borba,célebre personagem de Machado de Assis, tem a paradoxal ideia de que é somente por meio da guerra que se alcança a paz. Segundo a lógica machadiana, faz-se preciso combater a problemática em torno do uso de drogras lícitas e inlícitas no Brasil, uma vez que o povo deveria estar em “guerra” contra os riscos do aumento do consumo de álcool e de drogras entre os jovens. Nesse sentido, a fim de mitigar os males relativos a essa situação, é importante analisar a falha atuação do poder estatal e a ineficácia intervenção do sistema educacional.

Primordialmente, é pertinente destacar a maneira de como uma parcela das autoridades governamentais trata o uso de drogas lícitas e inlícitas entre os jovens. Afinal, como afirmou o filósofo político Nicolau Maquiavel, em sua obra “O Príncipe”, mesmo as leis bem ordenadas são importantes diante dos costumes. Prova disso é a falha nas políticas públicas no cumprimento do artigo 3° da Constituição Federal, que garante, além de outros direitos, a não venda de drogas e álcool para jovens com menos de 18 anos. Isso é visível seja pela insuficiência de campanhas públicas de consciêntização sobre os risco que o hábito da ingestão e uso de drogas podem causar, seja pelo pouco espaço destinado à consciêntização dos jovens. Assim, é perceptível que nem mesmo o poder jurídico estatal é capaz de garantir o combate aos riscos das drogas e álcool entre os jovens.

Ademais, é igualmente necessário entender o sistema educacional, no arcaico modelo predominante no Brasil, como outro contribuinte para a continuidade dos riscos do uso de álccol e drogas entre os jovens no Brasil. Para melhor compreender tal entendimento, é relevante relembrar a obra “Adeus professor, adeus professora?”, do intelectual e escritor brasileiro, José Carlos Libâneo, tendo em vista que destaca a importância das escolar em estimular não apenas o conhecimento técnico-científico, como os cuidados e benefícios de não usar qualquer tipo de droga, seja ela liberada ou não. Sob essa ótica, pode-se afirmar que grande parte das instituições de ensino brasileiras, sendo elas conteudistas, pouco ou quase nada ajudam no combate aos riscos de álcool e drogas entres jovens e, portanto, não formam cidadãos com autonomia como Libâneo idealiza.

Levando-se, então, em consideração esses aspectos, faz-se urgente a intervenção estatal aos riscos do uso de drogas e álcool entre os jovens no Brasil. Para tanto, deve o Ministério Público, cujo dever, de acordo com o artigo 127 da “Carta Magna”, é garantir a ordem jurídica, cobrar do Estado parceria com platarformas midiáticas, nas quais propagandas de apelo amocional para combater o uso de drogas entre os jovens e conzientiza-las sobre os malefícios. Além disso, é essencial evoluir e modernizar o sistema educacional, por meios de debates e palentras abortanto o tema socioemocionais.