Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 01/10/2021

De acordo com o IBGE, aproximadamente 70% dos adolescentes brasileiros já experimentaram bebidas alcoólicas e 10% desses, já fizeram uso de substâncias ilícitas. Visto isso, fica evidente a crucialidade do debate acerca dos riscos do acréscimo do consumo de álcool e drogas entre os jovens no Brasil, bem como, a ineficiência de legislações pré existentes ao combate da problemática.

Primordialmente, é importante compreender as principais formas de acesso dos jovens às substâncias nocivas. Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 43,8% dos adolescentes consumidores de álcool o obtiveram, à princípio, em festas e 17,8% receberam por incentivo de amigos, o mesmo com outras drogas. Além disso, sabe-se que diversas famílias deixam de acompanhar esse aspecto da vida dos jovens, ou até mesmo incentivam o ato - fornecendo bebidas - por uma questão cultural e de déficit educacional, o que dificulta a resolução do problema.

Ademais, quanto mais precoce a exposição à bebida, maior o risco de dependência e abertura de portas para outras drogas. Segundo Frederico Garcia, coordenador do departamento referencial em drogas da UFMG, a utilização regular e prematura dessas substâncias alavanca ricos de saúde física e cognitiva, muitas vezes irreversíveis.

Dado o exposto, é imprescindível que medidas Estatais sejam acionadas. Portanto, cabe ao Poder Legislativo reforçar normas de maioridade de uso do álcool, por meio do aumento do valor de multas aos estabelecimentos de fornecimento e aos indivíduos infratores. É dever do Ministério da Educação conscientizar os jovens e suas famílias, mediante a criação de campanhas de ensino sobre os malefícios do uso de drogas lícitas e ilícitas, em prol do esclarecimento geral. Assim, será possível mitigar o cenário vigente, em busca de um futuro mais responsável e adequado aos jovens cidadãos.