Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 08/10/2021

A obra literária “Vida de Droga” retrata a vida de Dora que vai morar na periferia e com isso desenvolve a dependência por drogas lícitas e alcoólicas, por causa da influência de colegas, posteriormente é internada, contudo, sempre tem recaídas e sua vida, realmente, torna-se uma vida para as drogas. Nesse panorama é possível ver analogia com a perspectiva de alguns brasileiros. Assim, os principais riscos associados ao aumento do consumo de drogas entre brasileiros não são apenas os prejuízos à saúde mental e física, mas também a ampliação de problemas sociais já existentes no contemporâneo.

Nesse contexto, as principais vítimas do uso de drogas e bebidas alcoólicas são residentes de periferias sem acesso à informação, essa conjuntura é provocada pelo descaso do Poder Público, no que concerne fornecer qualidade de vida para todos os indivíduos. Ainda sob a conjuntura do livro “Vida de Droga” foi destacado que o consumo de drogas era predominante em regiões marginalizadas e negligenciadas, tornando-se um verdadeiro desafio suprir com a falta de recursos. Assim, a ineficácia governamental acentua ainda mais a necessidade do uso de entorpecentes e, visto isso, problemas sociais como: criminalidade e disparidade social, ficam mais presentes entre os cidadãos.

Além disso, os prejuízos à saúde mental e física apresentam-se como outro risco ao uso de drogas e bebidas alcoólicas. Também, é cabível citar o filme “Beautiful Boy”, no qual mostra a vida de Nick, destacando dois pontos relevantes, os desafios para um dependente químico depois da reabilitação e o consumo de drogas presentes mesmo entre adolescentes com base familiar. Dessa forma, é reforçado durante o filme a perspectiva de um usuário de drogas e como o vício deixa as vítimas entre uma linha tênue da depressão e hiperatividade. Posteriormente, resultando em estigmas associados à saúde mental e obviamente em incidentes, porque os jovens não são podem responder pelos seus atos, tornando um risco inalterável para os envolvidos.

Portanto, é necessário a conscientização dos prejuízos à saúde mental e física e também da ampliação de problemas sociais já existentes no contemporâneo, para assim, extinguir o uso de entorpecentes. Ademais, é cabível que o Ministério da Educação em parceria com os Governos Estaduais, executem projetos informativos para o desestímulo do uso de drogas, aplicados em praças, escolas e universidades, principalmente públicas, por meio da redistribuição de recursos, com o objetivo de diminuir o uso entre os jovens pobres. Seguindo, o Ministério da Saúde também deve disponibilizar psicólogos gratuitos e a criação de novos unidades de Centros de Atenção Psicossocial (Caps), por meio de implementação de verbas, para assim democratizar o tratamento entre os brasileiros.