Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 22/10/2021
Na obra pré-modernista “Triste Fim do Policarpo Quaresma” de Lima Barreto, o Major Quaresma, admirador das riquezas oriundas do país, acreditava que se superados alguns desafios, o Brasil alcançaria o patamar de nação desenvolvida. De literatura à realidade, contudo, ao observar os riscos do aumento do consumo de álcool e de drogas entre os jovens no Brasil, -ainda que seja uma questão de grande valor- esse assunto possui entraves para ser reverberado na comunidade. Nesse sentido, a fim de mitigar os males relacionados a essa problemática, é importante analisar a negligência estatal e a necessidade do conhecimento sobre os perigos da ingestão dos mesmos.
A priori, vale ressaltar o Pacto Social, do contratualista, John Rawls, ao inferir que o Estado deve garantir os direitos imprescíndiveis a todos os indivíduos, como a segurança. No entanto, é evidente que tal prerrogativa não se reverbera no Brasil, pois dados da Pesquisa nacional de Saúde do Escolar, indicaram que dos estudantes entre 13 e 15, aproximadamente 55% já experimentaram álcool, tal dado escancara a fragilidade do país acerca desse âmbito e, aumentando a insegurança dos pais sobre a seguridade dos seus filhos. Assim, a ineficácia estatal fere os princípios propostos por Rawls, e ao mesmo tempo, dificulta o afastamento dos jovens ao consumo alcoólico.
Outrossim, aluda-se ao pensamento de Paulo Freire, “se a educação não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Sob essa perspectiva, elucida-se a necessidade do conhecimento para atenuar o consumo de álcool e drogas entre os adolescentes, a falta de ensinança no meio escolar sobre os perigos desse consumo, pode incitar os mesmos a usá-las, por acharem que isso apenas fortalecerá seus laços com os companheiros, e que não causará problemas aos seus organismos. Desse modo, não é inesperado que o Brasil, -apesar de almejar formar-se nação desenvolvida- persista em não valorizar a ensinança e a saúde de modo benevolente.
Dessarte, fica evidente que nem todos têm acesso ao conhecimento. Logo, cabe ao Ministério da Educação, juntamente ao Ministério da Sáude, por meio de projetos, criar campanhas sobre os perigos desses consumos entre os jovens, e pelas redes sociais, visar a conscientização de pais e filhos sobre a necessidade do diálogo acerca do assunto, com a finalidade de que a taxa de adolescentes ingerindo álcool e drogas no Brasil seja atenuada. Em vista da concretização dessas ações, a sociedade se aproximará da idealização do Policarpo.