Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 16/10/2021

O filme “Eu, Christiane F., 13 Anos, Drogada e Prostituída” retrata a história real de uma garota de 12 anos que começa a imergir no mundo das drogas, se afundando cada vez mais para suprir esse vício. De maneira análoga à sociedade atual, jovens se tornam cada vez mais dependentes de substâncias ilícitas graças às medidas preventivas equivocadas e o consumo naturalizado e incentivado pela cultura brasileira. Dessa forma, vê-se a necessidade de discutir acerca do combate ao uso de drogas na sociedade.

Em primeiro lugar, é importante destacar a ineficácia das políticas públicas destinadas ao combate de entorpecentes, visto que o número de usuários dependentes dessas substâncias químicas, sejam elas lícitas ou ilícitas, apesar de terem decaído nas últimas décadas, ainda é muito significante. Dessa forma, drogas legais como o álcool e o tabaco, tornam-se porta de entrada para vícios ilegais, causado pela insuficiência de ações governamentais. De acordo com o site G1,mais de 50% dos indivíduos que já experimentaram alguma droga lícita, vieram a ingerir substâncias ilícitas posteriormente.

Em segundo lugar, a sociedade brasileira naturaliza ou até mesmo incentiva excessivamente o uso de entorpecentes, tal qual viciados em drogas são vistos como ídolos por milhares de adolescentes. Atualmente, os jovens são o grupo mais vulnerável ao uso dessas substâncias, os quais acabam ingerindo drogas de forma naturalizada a fim de socializar-se ou como meio de escapatória de pressões impostas, acreditando nessa falsa ilusão. Segundo o Jornal Brasileiro de Pneumologia cerca de 80% dos adultos fumantes iniciaram esse hábito antes dos 18 anos de idade.

Portanto, vê-se a necessidade de interferência do Governo municipal, por meio das instituições de ensino públicas e privadas, responsáveis pelo acompanhamento e formação dos indivíduos, realizar palestras e atividades acerca dos efeitos e consequências do uso de drogas ,a fim de atingir o público alvo e conscientizá-los. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde realizar propagandas eficientes e eficazes para população. Dessa forma, a taxa de usuários dependentes de substâncias químicas iria decair, além de uma nova geração mais consciente acerca do uso de entorpecentes.