Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 04/11/2021

A dependência química é a submissão de qualquer substância psicoativa, ou seja, que altera os comportamentos. Consoante, essas substâncias podem ser álcool, medicamentos, calmantes, maconha, entre outras. Além disso, o consumo é despertado por algum gatilho ou influência, por isso, o ambiente familiar e a mídia podem propiciar a toxicomania à juventude. Assim, o aumento de ingestão de componentes químicos pode ocasionar prejuízo na formação escolar dos indivíduos e morte prematura.

Precipuamente, o filme “Eu, Christiane F. – 13 anos, drogada e prostituída” baseado em um livro e fatos reais, relata a história de uma adolescente que viveu em um ambiente familiar conturbado e violento, o que resultou no seu envolvimento precoce com drogas, levando-a quase a óbito. Analogicamente, de acordo com o pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), conquanto a maioridade legal para a ingestão de bebidas seja 18 anos, cerca de 70% dos adolescentes já ingeriram bebidas alcoólicas. Isto posto, esse contato imaturo é prejudicial ao desenvolvimento escolar dos indivíduos, haja vista a evasão escolar, provocando, consequentemente, problemas na inserção desses no mercado de trabalho.

Ademais, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 3 milhões de jovens morrem vítimas dos etílicos anualmente, impedindo que esses se tornem o futuro do país. Congruente, os meios midiáticos são a principal influência dos jovens para o alcoolismo. Nessa perspectiva, as músicas do gênero forró e sertanejo, que mais apetece o público juvenil, incentivam ao consumo exacerbado de álcool como válvula de escape da “sofrência”, tema muito abordado nessas músicas. Como também, as divulgações de bebidas alcoólicas nas redes sociais pelos criadores de conteúdo desse meio midiático, influenciam os púberes ao uso precoce de álcool, o que pode levá-los a óbito.

Destarte, faz-se mister que o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), através dos meios midiáticos, auxilie no tratamento dos adolescentes que utilizam os compostos químicos por influência ou negligência familiar com o fito de reduzir o percentual de ingestão prematura desses componentes. Além disso, o Ministério da Saúde (MS), em parceria com as mídias sociais e o Ministério da Economia (ME), deve apresentar os riscos do uso desses componentes químicos e incentivar os indivíduos a levarem os usuários em unidades de tratamento com o objetivo de livrá-los da dependência química. Desta forma, o Brasil terá jovens e adolescentes mais saudáveis, responsáveis e com o ensino básico completo, o que os torna aptos para entrar no ambiente trabalhista.