Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 05/11/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê, em seu artigo 1°, o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática, quando se observa o aumento do consumo de álcool e outras drogas entre os jovens, dificultando, desse modo,a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise das causas e consequências dessa situação, tendo em vista a negligência do Estado e da sociedade brasileira.
Em primeira análise, cabe ressaltar que a Constituição brasileira de 1988 garante a saúde para todos. Contudo, apesar de ser um direito garantido na Magna Carta, a falta de fiscalização adequada permite que menores de idade comprem, de maneira ilegal, bebidas alcoólicas e cigarros. Além disso, o Estado falha ao não promover grandes campanhas educacionais acerca dos perigos do uso de quaisquer tipo de droga antes da maioridade, tendo em vista que esse é o período de desenvolvimento do corpo e cérebro do indivíduo, tornando-o mais frágil que o de um adulto e o uso prolongado dessas substâncias criará jovens e adultos com saúde fragilizada. Portanto, o quadro citado evidencia as causas da problemática.
Ademais, é válido frisar a culturalização desse comportamento como outra causa da problemática. No filme “Meninas Malvadas” ,sucesso mundial desde o início dos anos 2000, os adolescentes bebiam e fumavam sem preocupação alguma com a lei da maioridade e os adultos normalizavam essa situação. Fora da ficção, no brasil contemporâneo, foi romantizada a ideia do uso de drogas como ferramenta de fuga da realidade ou de diferenciação social e isso, principalmente na menoridade, tem drásticas consequências, tais como o desencadeamento de depressão, ansiedade, esquizofrenia e outros transtornos psíquicos. Logo, essa negligência social é uma das causas do aumento do uso de drogas entre esse grupo.
Entende-se, diante do exposto, a real necessidade de que o Estado solucione essa problemática. Para isso, o Poder Executivo, por meio de verbas da união, deve promover palestras educacionais e materiais didáticos nas escolas, com informações acerca do uso de drogas, bem como divulgar as mesmas informações nas redes sociais e mídias televisivas, por meio de campanhas publicitárias. Da mesma maneira, o Ministério da Segurança Pública deve promover a fiscalização adequada da venda de drogas para menores de idade, por meio da criação de mais delegacias especializadas nesse tipo de crime e divulgação dos meios para denunciar os vendedores ilegais. Assim, tornar-se-á possível a construção de um Brasil permeado pela efetivação dos elementos elencados na Magna Carta.