Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 28/03/2022

Atual e alarmante, o aumento do consumo de álcool e drogas entre os jovens é motivo de preocupação para a atual conjuntura do país. Nesse contexto, tanto a busca pela confirmação e aceitação dos grupos de amizade que influenciam outros adolescentes à consumirem produtos químicos, quanto a falta de fiscalização no intuito de prevenir a venda e oferta de substâncias psicoativas, demonstram um acréscimo na aquisição de produtos ilegais no mundo dos jovens. Logo, providências fazem-se imperativas para atenuar a problemática.

Em primeiro plano, a adolescência é um período de descobertas e autoafirmação, e a influência externa dos amigos induz bastante para que o jovem pratique as mesmas ações irresponsáveis. Nesse sentido, tendo em mente que será apenas uma vez o consumo da bebida ou droga, o indivíduo se liberta a essa chance e acaba entrando no vício e dependência daquele produto. De acordo com o filósofo Rousseau, o ser humano é um produto do ambiente em que vive. Sob esse aspecto, o incentivo de amigos, o fácil acesso e a exaltação das bebidas alcoólicas, por exemplo, pela própria família e influencers/mídia, encorajam a ingestão de entorpecentes precocemente na vida do adolescente.

Ademais, a Lei nº 13.106 afirma que é crime a venda de bebidas alcoólicas a crianças e adolescentes. Porém com a má fiscalização dessas compras e vendas e a facilidade que o jovem tem em conseguir fraudar o documento para poder frequentar lugares que impõem restrições a menores, ainda continua fácil a obtenção das substâncias psicoativas. Além disso, a ineficiência da política criminal de drogas no Brasil faz com que a competência do direito penal seja incapaz de combater o tráfico e a compra de entorpecentes.

Portanto, ações normativas são imprescindíveis para acabar com o consumo de bebidas e drogas entre adolescentes. Dessa forma, é fundamental que o governo tenha um maior controle das vendas de álcool e drogas, por meio da fiscalização em bares e supermercados a fim de abolir e multar as lojas que ainda retrocedem à esse comportamento. Além do mais, é essencial a participação de campanhas – como exemplo do PROERD – efetivas nas escolas e instituições, com o objetivo de instruir desde cedo os malefícios que as substâncias psicoativas trazem.