Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 30/03/2022

Busca pelo prazer, autoafirmação, período de descobertas. Muitos fatores tornam os jovens mais suscetíveis a experimentar substancias psicoativas. Concomitantemente, a falta de ações efetivas para alterar e prevenir essa realidade provoca o aumento do consumo de álcool e drogas entre os adolescentes no Brasil. Com isso, a integridade física, mental e social desses indivíduos encontra-se em risco. Sendo assim, é válido analisar as motivações e os corolários da problemática.

A princípio, ressalta-se que a pressão dos pares em consonância com a cultura de valorização de bebidas alcoólicas contribuem para o agravamento desse fenômeno nocivo. Afinal, de acordo com o filósofo Rousseau, o ser humano é um produto do ambiente em que vive. Sob esse aspecto, o incentivo dos amigos, o fácil acesso, a exposição e a exaltação da cerveja, por exemplo, realizada pela mídia e a ausência dos familiares respaldam e encorajam a ingestão de entorpecentes precocemente e, por vezes, de maneira excessiva.

Outrossim, segundo Mahatma Gandhi, o futuro dependerá dos atos perpetrados no presente. De forma análoga, os efeitos dos maus hábitos relacionados aos tóxicos são extensos e podem perdurar por toda a vida. Biologicamente, o cérebro, até os 21 anos, ainda está em processo de desenvolvimento. Assim, a memória e a cognição podem ser prejudicadas. Ademais, tais compostos, após o uso, reduzem o senso crítico. Por conseguinte, os usuários tendem a ser mais vulneráveis à gravidez, doenças sexualmente transmissíveis, violência, acidentes de trânsito e dependência química.

Torna-se evidente, portanto, a premência por medidas a fim de prezar pelo bem-estar dessa geração. Logo, as emissoras de TV aberta poderiam incluir a questão em filmes por meio de personagens fictícios com o fito de estimular o debate e alertar, sobretudo, os responsáveis. Paralelamente, os pais são encarregados de dialogar e transmitir bons valores para seus filhos. Além disso, cabe ao governo disponibilizar um maior contingente de funcionários para fiscalizar os bares. A partir de tais posturas, seria viável impedir o estímulo e a venda de álcool para menores de idade.