Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 08/07/2022

Segundo o filosófo grego Hipócrates, “o homem saudável é aquele que possui corpo e mente em equilíbrio.” Diante disso, ao analisar o consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil, percebe-se que essas ações causam um desequilíbrio em suas saúdes. Nesse sentido, é importante analisar a negligência estatal e a falta de conhecimento acerca dos riscos dessa ação.

A princípio, é fulcral ressaltar que a omissão da governança acerca da saúde pública agrava a problemática. Nessa perspectiva, apesar de assegurado no artigo 6°, da Constituição Federal de 1988, o direito à saúde não se reverbera na prática, pois a falta de fiscalização acarreta no aumento do consumo dessas drogas pelo jovens, que à longo prazo pode desenvolver doenças como o vício, problemas cardiovasculares ou até levar à óbito. Assim, torna-se imperiosa a necessidade de intervenção estatal nesse âmbito, de modo a aumentar a fiscalização na venda de bebidas para jovens e no tráfico de drogas.

Outrossim, é evidente que a falta de conhecimento sobre os riscos desse consumo também é fator primordial para que ocorra essa prática. Nesse prisma, aluda-se ao pensamento de Paulo Freire, “se a educação não transforma a socie-

dade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Sob esse enfoque, é notório que a falta de ensinança acerca dos problemas que o consumo de álcool e drogas cau-

sam, juntamente com a falsa impressão de amadurecimento, incita os jovens à praticarem tal ato. Desse modo, com maior conhecimento sobre o assunto, de-

preende-se que os adolescentes consumam menos álcool e drogas, o que evidencia a importância da ensinança para a melhora do cenário.

Dessarte, fica evidente que nem todos têm acesso à informação dos perigos desse consumo. Logo, cabe ao Ministério da Educação, por meio de leis, incluir no currículo escolar ensinamentos acerca das doenças que tal prática pode ocasio-

nar, além de incentivar que só consumam álcool após se tornarem adultos, e de forma moderada, com a finalidade de que os adolescentes saibam dos riscos de usar drogas, deixem de beber álcool de forma precoce e imoderada, de maneira a beneficiar a saúde e a educação pública. Em vista disso, os cidadãos terão um equilíbrio entre saúde mental e física, tornando-os saudáveis segundo Hipócrates.