Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 28/07/2022
Álcool: a válvula de escape entre jovens
Em “O auto da barca do inferno”, Gil Vicente narra uma crítica ao comportamento vicioso da sociedade do século XXI. Assim como na obra do escritor, a bebida alco- ólica se tornou um consumo compulsório por uma parcela social cada vez mais jo- vem, banalizando suas reais consequências. Dessa forma, a busca por prazer e aceitação, influenciada por diversas condições e atrelada à falta de orientação destinada ao público adolescente corroboram com o crescente aumento de adesão e resultados negativos dessa descoberta.
Primeiramente, os reflexos de uma sociedade estilizada e irresponsável mediante à saúde se fazem presentes no cotidiano brasileiro. Diante do século XX, a bebida e o uso de cigarros eram vistos como sinônimos de relevância social, associados ao prazer e à riqueza, tornando excludentes seus verdadeiros prejuízos. Tal fato, nos dias atuais, ocorre de modo semelhante ao passado, de forma que jovens sintam necessidade de consumo, persuadidos por costumes e tradições familiares, pres- são social e, principalmente, por propagandas que circulam em todos os meios de comunicação, afinal, “o ser humano é o produto do ambiente em que vive”, como descrito no pensamento do filósofo Rousseau.
Ademais, as consequências negativas à saúde juvenil se tornou alarmante em to- do o país. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o consumo de álcool e outras drogas está entre uma das principais causas de morte entre os jovens ao longo do território nacional. Além do mais, consequências psíquicas levam não só ao vício, mas também à retrocessos intelectuais, acentuando a necessidade de um aprendizado eficaz sobre os malefícios causados por essas substâncias.
Portanto, medidas que visam intervir no ciclo de consumo vicioso entre adoles- centes são necessárias à nação. Para isso, o governo federal, por meio do Ministé- rio da Educação, deve não só criar conteúdos explicativos, pouco didáticos, mas também aulas realistas e interativas a fim de traduzir a importância do desenvolvimeto distante de entorpecentes, lícitos ou não. Desse modo, tornar a busca por prazer em uma atividade benéfica à saúde física e mental de jovens brasileiros.