Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 26/08/2022

Em 2015, a Guarda Municipal de Campinas acabou com uma festa em que ado-lescentes com idades entre 13 e 17 anos consumiam bebidas alcóolicas e faziam uso de drogas. Havia cerca de 800 jovens no local, boa parte conseguiu fugir, entre-tanto, 130 menores que permaneceram no lugar foram encontrados com maco-nha, cocaína e bebidas. De maneira análoga a isso, percebe-se os riscos do aumen-to do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens do Brasil. Nesse pris-ma, destacam-se dois aspectos: o vício e a hospitalização.

A princípio, evidencia-se a dependência química que as bebidas alcóolicas e as drogas podem causar, uma vez que, adolescentes bebem e se drogam pelo efeito de desinibição proporcionado. A vergonha que eles sentiriam normalmente vai em-bora, então se utilizam dessas substâncias para alcançar esse objetivo, levando ao vício. Sob essa ótica, é exemplificado o caso de um jovem de Bauru, o qual morreu de infarto ao ingerir 50 doses de vodca em uma competição alcóolica durante uma festa organizada por repúblicas de estudantes. Dessa forma, o adolescente que so-mente quer perder a vergonha, também pode ficar bêbado, drogado e viciado.

Além disso, é notório um aumento na hospitalização de adolescentes por uso in-devido de bebidas e drogas, visto que, para ficarem mais desinibidos, utilizam uma quantidade desnecessária das substâncias. Assim, podendo proporcionar intoxica-ções. Relacionado a isso, em um hospital de Minas Gerais, pelo menos um jovem é atendido por semana em coma alcoólico, registrando mais 119 casos por consumo excessivo de álcool no ano de 2018. Consoante a isso, quanto maior o vício, maior é a chance de o adolescente enfrentar problemas médicos relacionados a bebida e as drogas.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham diminuir os riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil. Dessa maneira, cabe à rede midiática debater o assunto de bebidas e drogas por meio de propagandas que proporcionem a consciência do próprio jovem e alertem os peri-gos aos pais, a fim de amenizar os problemas que essas substâncias podem trazer para o adolescente. Somente assim, a frequência de festas com menores de idade bebendo e usando drogas clandestinamente irá ser contida.