Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 11/11/2022

Atualmente, é comum vermos jovens e adolescentes consumindo excessivamente bebidas alcoólicas e drogas ilícitas, até vendo-os brincarem publicamente com isso. Uma pesquisa do IBGE com adolescentes de 13 a 15 anos apresenta que, 70% deles já experimentaram bebidas alcoólicas e 10% (equivalente a 312 mil jovens) já usaram substâncias ilícitas. De certo, raramente eles pensam nas consequências que o consumo indevido pode causar, como prejudicar severamente sua saúde e obter diversos problemas em sociedade.

Surpreendentemente, os próprios responsáveis por estes jovens podem acabar incentivando o consumo ao álcool, como oferecendo ou instigando a curiosidade pelo próprio consumo. Logo, a influência por parte dos amigos, mesmo que indireta, também contribui para o aumento das estatísticas. Além de que, os jovens podem ter adquirido esse hábito como refúgio, pela dissociação e afastamento temporário dos problemas que as substâncias podem causar.

Segundo dados da ONU, o álcool é o maior fator de risco de morte entre adolescentes de 15 a 19 anos. Tanto a morte como o desenvolvimento de doenças crônicas são riscos que jovens sofrem ao ter o hábito de beber ou usar drogas frequentemente. Ademais, ocorre o aumento de acidentes, violências sexuais, agressões pela variação de humor que substâncias causam e até quadros psicóticos, além da dependência a elas. Vale mencionar também que, seu uso pode desencadear baixo desempenho escolar e desportivo, pelo fato de que o álcool retarda algumas ações necessárias do cérebro e bloqueia mensagens que tentam chegar até ele, alterando a percepção, emoções, movimentos, visão e audição do jovem

Diante do apresentado, cabe ao Congresso Nacional fortalecer a lei já existente, que proíbe o consumo e compra de bebidas alcoólicas por menos de 18 anos, e ao Ministério da Saúde em paralelo com escolas a divulgar informações, por meio de palestras nas instituições e da internet para alcançar ainda mais o público alvo, que são os jovens, sobre os riscos de se consumir essas substâncias em excesso e precocemente. Sendo assim, será reduzido esse consumo e consequentemente os riscos dele.