Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 18/09/2023

A produção áudio-visual “O poço” conta a história de Goreng, um jovem que decide encarceirar-se para lidar com seu vício em nicotina. Nessa conjuntura, tal obra fomenta debates acerca do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil, sendo esse ato um problema, visto que, causa danos na saúde dos indivíduos. Dessa maneira, o óbice é originado pela tentativa de inserção social aliada à banalização em meio popular.

Diante desse cenário, é fulcral destacar que a maneira como ocorre a inserção no meio social acoberta o revés. Isso acontece, pois, no Brasil, integrar-se a grupos se tornou o objetivo principal. Consoante o psiquiatra austríaco Sigmund Freud, os indivíduos a fim de inserir-se em certos grupos passam a replicar suas ações, mesmo que essas sejam errôneas. De tal maneira, na realidade brasileira os jovens para serem aceitos nas estirpes sociais passam a fazer o uso de drogas, lícitas ou ilícitas, mesmo que essas substâncias façam mau para o seu organismo e a longo prazo aumentem o risco de enfermidades, como o câncer de pulmão, a cirrose, e até a falência dos rins. Sob essa ótica, torna-se necessário que haja uma conscientização popular acerca dos malefícios do uso dessas substâncias.

Outrossim, é válido destacar que a banalização popular auxilia a manutenção da problemática. Isso ocorre, porque, no Brasil, angariar recursos de ordem púnica tornou-se o objetivo central. Segundo o filósofo alemão George Simmel, na teoria da Atitude Blasé, os indivíduos ignoram ações visivelmente errôneas, devido a velocidade das relações capitalistas. Desse modo, a população brasileira ausenta-se em se importar com o aumento do consumo de drogas entre os jovens, pelo fato, desse tópico não ter cunho monetário, assim, tornando banal o uso dessas maléficas substâncias e consequentemente normalizando uma sociedade doente. Nesse contexto, torna- se necessária a ação estatal para reverter esse cenário.

Portanto, é mister que o Estado, principal regulador das ações sócias, por meio de campanhas televisivas, deve democratizar informações acerca dos malefícios do uso dessas substâncias, a fim de conscientizar a população. Somente assim, os jovens brasileiro não tomarão atitudes drásticas como a de Goreng.