Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 26/09/2023

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê direitos básicos a todo cidadão. Conquanto tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o aumento do consumo de álcool e drogas entre os jovens no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desses direitos tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o consumo de álcool e drogas entre os adolescentes. Com isso, deve-se observar, que é notório a frequência de jovens e adolescentes comprando bebidas alcoólicas sem a devida fiscalização, demonstrando uma falta do Estado no total cumprimento da lei. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir o bem-estar da população, o que é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a negligência dos pais como impulsionador desse problema no Brasil. Nesse sentido, é possível ver em bares, crianças e adolescentes comprando bebidas alcoólicas a pedidos dos pais, expondo o jovem ao risco do consumo prematuramente. Diante de tal exposto, é natural que esse problema gere nos jovens uma “familiaridade” com as bebidas, dando a entender como uma legalidade dos responsáveis para beber, o que é intolerável. Logo é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esse consumo indevido entre os adolescentes. Para isso, e imprescindível que o Governo Federal, órgão de maior importância no âmbito nacional, crie campanhas e eventos nas escolas, como aulas e palestras para as famílias, expondo os perigos do uso de bebidas e drogas na mocidade. Tal ação deve ser feita por meio de proficionais capacitados pelo Estado, a fim de construir uma sociedade com jovens saudáveis. Assim, torna-se-á uma população que desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.